O tatuador Leandro Caldeira, de 44 anos, que havia sido acusado de assédio sexual por pelo menos 19 mulheres, incluindo uma adolescente, foi condenado a três anos de reclusão por violação sexual mediante fraude. No entanto, a pena foi convertida em pagamento de multa e prestação de serviços comunitários. 

A sentença foi expedida este mês pela 3ª Vara Criminal de Belo Horizonte e, por se tratar de uma decisão em primeira instância, ainda cabe recurso. 
É o que a defesa de Leandro pretende fazer. "Não entendemos essa sentença como correta e vamos recorrer, porque independentemente de ter sido uma pena irrisória, entendemos que ele não deve ser condenado por nada e que não há culpabilidade", disse o advogado dele, Marcelo Adomiram. O réu sempre negou os abusos. 

Ele teve sua prisão preventiva decretada no dia 22 de março e foi detido no dia 31 daquele mês, ao ser encontrado pela polícia em Lagoa Santa. No entanto, desde julho deste ano ele já aguardava o processo em liberdade, ainda de acordo com a defesa, pelo entendimento do juiz de que não oferecia perigo à sociedade. 

Os abusos teriam ocorrido no estúdio de tatuagem dele na Savassi. Na sentença, ele é condenado por três dos crimes pelos quais foi acusado, todos enquadrados no artigo 215, de violação sexual mediante fraude, também conhecido como estelionato sexual, que consiste em ato de conjunção carnal ou ato libidinoso mediante o uso de meio que impeça ou dificulte manifestação de vontade da vítima. 

Ao concluir o inquérito, a delegada Larissa Mascotte explicou, na época: "Ele se utilizou de manobras enganosas para fazer com que as vítimas acreditassem que aquelas abusos fossem necessários para o procedimento de tatuagem". 

A defesa de Leandro informou que irá aguardar o andamento dos recursos e que não irá se pronunciar mais sobre o caso. 

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