A taxa de incidência da Covid-19 - índice que calcula a quantidade de infectados a cada 100 mil habitantes -, em Belo Horizonte, é 52,3% maior do que o primeiro pico da pandemia, em julho do ano passado. Segundo o boletim epidemiológico da prefeitura, o índice está em 426,5. Em 2020, na primeira onda, estava em 280.

“Temos o nível de circulação do vírus bastante alto. Não temos uma folga grande no sistema hospitalar. Ainda estamos na faixa vermelha dos leitos de UTI. Com o nível alto, qualquer deslize nosso pode retornar rapidamente para um possível fechamento”, afirmou o secretário municipal de Planejamento e Orçamento, André Reis, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (6).

O índice é calculado a partir da média dos últimos 14 dias. Segundo o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, o maior valor já registrado na capital foi de 520. De acordo com os especialistas, o ideal é que a taxa se mantenha abaixo de 20.

Conforme o último boletim epidemiológico, a taxa de ocupação das terapias intensivas exclusivas para o tratamento da doença está em 76,1%, enquanto das enfermarias chegou a 53,5%.

Para o infectologista Carlos Starling, membro do Comitê de Enfrentamento à Pandemia de BH, o número elevado representa um risco alto de contaminação, mesmo com os indicadores em declínio. 

“A tendência de redução de números de internações continua, a velocidade da epidemia diminuiu, está abaixo de 1, mas é uma estabilização com tendência de queda ainda muito no alto”.

Nesta quinta-feira (6), de acordo o chefe da Saúde municipal, o número médio de transmissão por infectado voltou a cair, alcançando 0,93 - ontem, estava em 0,95. Desta forma, 100 pacientes contaminam outras 93 pessoas com o vírus.

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