Temporada de chuvas esburaca ruas de BH e motoristas têm prejuízo com danos nos carros; veja fotos

Bernardo Estillac
Bernardo.leal@hojeemdia,com.br
04/01/2022 às 19:34.
Atualizado em 05/01/2022 às 11:43
 (Montagem fotos de Fernando Michel e Lucas Prates)

(Montagem fotos de Fernando Michel e Lucas Prates)

Com as fortes chuvas que atingiram BH nas últimas semanas, ruas e avenidas da capital parecem um queijo suíço. Os buracos se multiplicam e, com eles, o risco de acidentes e os prejuízos para os motoristas.

Clara Silva, 23, contou ao Hoje em Dia que costuma passar pela rua Montes Claros, na região Centro-Sul, e que percebeu que o pavimento piorou muito com a chuva dos últimos dias. E chegou a se assustar com um buracão bem no meio da rua. 

“Na segunda vez que eu passei, não consegui vê-lo porque tinha chovido e ele estava cheio de água. Na hora em que eu caí, o baque foi bem maior, porque ele tinha aumentado com as chuvas. E, aí, eu até parei o carro pra ver se tinha acontecido algum problema, mas não houve nada. Como ele está no meio da rua, já é difícil passar sem que uma das rodas passe por cima”, reclama.Foto: Divulgação

Buraco na rua Montes Claros, Centro-Sul de BH

O caso de Reynner Martins, 29, foi parecido com o de Clara, mas com consequências piores. O motorista passava pela Via Expressa, na altura do bairro Coração Eucarístico, no dia 2 de janeiro, por volta de 1h da madrugada. Ele não viu um buraco que estava coberto pela água da chuva, passou por cima e o pneu do automóvel furou. Se fosse durante o dia, quando o movimento é intenso na via, a situação seria muito mais perigosa. Indignado, Martins registrou o momento no vídeo abaixo.

Quem dirige pela cidade percebe que os buracos estão espalhados por diversas regiões da capital. Altair Ramos, 67, é taxista e roda por BH desde 1982. Ele diz que todo ano é a mesma coisa: o asfalto não aguenta os alagamentos e o volume das enxurradas. Acostumado a desviar das crateras que se tornam comuns nesta época, apesar de toda sua experiência, no último fim de semana, a chuva custou caro ao motorista profissional.

“Eu cortei dois pneus com tampas de bueiro abertas. Um na rua da Bahia e outro na Antônio Carlos. Gastei R$ 299 em cada um, porque o corte foi grande e não consegui consertar, tive que comprar dois novos”, comenta o taxista.

Prejuízo para uns, oportunidade para outros. Para quem trabalha com reparos automotivos, as chuvas são sinônimo de mais dinheiro em caixa com o crescimento na demanda pelos serviços. Em uma borracharia no bairro Carlos Prates, na região Noroeste, por exemplo, desde dezembro o número de clientes não para de crescer. “O movimento fica muito maior e, geralmente, quando passam em buracos, o pneu rasga, o que é mais difícil de consertar. Às vezes, é preciso comprar um novo”, conta um funcionário.

Thiago Silva, 26, funcionário de outra borracharia, no Centro de BH, explica que, além dos buracos, a enxurrada também traz ameaça de danos aos veículos e não é só com o alagamento. “Os buracos geralmente cortam o pneu na lateral, mas, nessa época, também aumentam muito os furos. Acontece porque a chuva leva uns materiais afiados, como pregos e, aí, o pneu não aguenta”, afirma o borracheiro.

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, até dezembro de 2021, foram feitas 200.553 operações de tapa-buraco na cidade, com o uso de cerca de 29,64 mil toneladas de asfalto.

Os moradores podem acionar o serviço de tapa-buraco pelo aplicativo BH APP para smartphones ou pelo site da prefeitura. O solicitante receberá um número de protocolo para acompanhar o pedido, que tem prazo máximo de 6 dias para ser atendido.

Veja imagens de buracos pela cidade no fim da matéria.

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