Um tenente da Polícia Militar foi preso suspeito de participar de ataque à casa do comandante-geral da corporação em Minas Gerais, Giovanne Gomes da Silva. O atentado aconteceu em outubro de 2017 e, desde então, a PM e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, investigavam o crime. Na época do acontecimento, Giovanne Gomes da Silva era chefe-geral do Comando de Policiamento Especializado da Polícia Militar. 

De acordo com o major Flávio Santiago, porta-voz da corporação, "fortes indícios" ligam o tenente ao ataque. Por isso, a Justiça Militar expediu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra o integrante da PM. As ordens foram cumpridas na terça-feira (30), e o tenente foi detido na Academia da Polícia Militar, no bairro Prado, região Oeste de BH.

No alojamento, dentro do armário dele, os policiais apreenderam uma granada. O suspeito disse que o artefato seria da própria corporação, usado para treinamento. O procedimento de guardar armas da instituição no armário não é autorizado, destacou o major Flávio Santiago.

Já na casa do tenente, também alvo dos mandados, foi apreendida vasta munição para armas de calibres 357, 556 e 38. Além da prisão preventiva, o suspeito foi detido em flagrante, já que não tinha permissão para portar os calibres mais altos. O motivo do ataque ainda não foi esclarecido. 

Relembre

O crime aconteceu no dia 31 de outubro de 2017, no bairro Caiçara, na região Noroeste de Belo Horizonte. Conforme a PM, suspeitos em uma motocicleta e um carro passaram em frente à casa do militar e fizeram vários disparos. Os tiros acertaram o portão, a porta e um carro estacionado na garagem da residência. A corporação contou pelo menos seis disparos.

Câmeras do circuito de segurança da residência do militar e de casas vizinhas registraram a ação criminosa. Ninguém ficou ferido.

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