Os testes rápidos para Covid-19 em moradores de Belo Horizonte estavam, até o início desta semana, sendo aplicados apenas por amostragem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). São 8 mil pessoas que permaneceram trabalhando mesmo com o isolamento social, como por exemplo os profissionais de saúde de unidades públicas e privadas, atendentes de supermercados, padarias, farmácias e drogarias, além de motoristas e cobradores do transporte coletivo.

Segundo o gerente da Rede Ambulatorial Especializada da PBH, André Menezes, os alvos do inquérito epidemiológico fazem os exames a cada 15 dias, durante um mês e meio. Ao todo, serão aplicados 24 mil testes, dos quais 10 mil já foram realizados. Desse total, 2% tiveram resultado positivo para a enfermidade.

Especialistas defendem testar toda a população. “É importante para reduzir a subnotificação”, frisa Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

O médico, porém, faz ressalvas quanto aos testes rápidos. “Têm uma precisão muito mais baixa do que o RT-PCR (que identifica o vírus no organismo) e os exames de sangue em laboratório. Sua utilidade é bastante questionável”.

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