O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) faz um alerta: sites falsos estão utilizando o nome da instituição para enganar internautas, anunciando leilões virtuais que, na verdade, não existem.

Os estelionatários se passam por empresas credenciadas pelo TJ ou por outras instituições públicas para anunciar veículos, imóveis, máquinas, equipamentos industriais e até obras de arte a preços baixos, como se fossem recuperados de financiamentos não pagos pelo consumidor.

Além de sites falsos, que imitam o design de páginas oficiais, as quadrilhas ganham a atenção dos internautas com mensagens, e-mails e cartas. 

O TJMG esclarece que todos os leiloeiros em atividade no Estado precisam estar cadastrados na Junta Comercial (Jucemg) e, se for o caso, o órgão deve ser consultado. O Cadastro Eletrônico de Corretores e Leiloeiros do Estado de Minas Gerais (CCOLE) é feito por meio do Sistema Eletrônico Auxiliares da Justiça. Em caso de dúvida, o cidadão pode entrar em contato com o Judiciário.

De acordo com a Polícia Civil, entre janeiro e setembro de 2020, foram registrados 13.090 casos de estelionato relacionados a crimes cibernéticos. No ano ano passado, foram 5.707, no mesmo período - ou seja, houve um aumento de 129% no número de ocorrências de estelionato virtual no ano marcado pela pandemia de Covid-19.

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