O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) criou um grupo de trabalho para levantar os prejuízos causados por advogados e empresas que, de acordo com o presidente do TJMG, Nelson Missias de Morais, “fazem uso predatório do Poder Judiciário”.

Segundo o TJMG, em ações fraudulentas, os advogados se apropriam de ações de clientes, que muitas vezes nem ficam sabendo da existência de demandas judiciais em seus nomes ou que tiveram que mover novos processos para tentar reaver os recursos desviados.

Ainda de acordo com Missias, de cinco anos pra cá, apenas duas empresas forçaram 146 mil pessoas a apelar ao Judiciário em busca de direitos líquidos e certos, ao custo médio de R$ 2.548,00 para cada processo, o que gerou uma despesa desnecessária de cerca de R$ 372 milhões.

Uma força-tarefa vai fazer um diagnóstico desses casos.