Tráfico de animais resultou em multas de R$2,2 milhões em 2016

Da Redação
portal@hojeemdia.com.br
06/03/2017 às 17:06.
Atualizado em 15/11/2021 às 13:38

O tráfico de animais resultou na aplicação de R$2,2 milhões de multas em Minas Gerais durante todo ano de 2016, sendo os mais visados o pássaro Canário-da-terra, também conhecido como Chapinha, geralmente utilizado em rinhas e o Trinca-ferro (tempera-viola), pela beleza do canto, informou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). 

De acordo com o coordenador de Fiscalização de Recursos Faunísticos da Semad, Diego Maximiano, a Região Norte de Minas Gerais está entre as principais rotas de tráfico de animais. “O Norte é muito visado devido à posição estratégica, o entroncamento da região com rodovias e divisas entre estados”, afirma.

Já na Região Metropolitana de Belo Horizonte também há registro de receptação, guarda e comércio dos animais, além de captura de algumas espécies.

Ações

Em 2016, foram apreendidas 1.563 espécies em 18 operações. O trabalho é feito com a atuação conjunta da Diretoria de Meio Ambiente da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais e demais instituições do Sistema Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais (Sisema).

A multa para o crime varia entre R$ 897,09 até R$ 8.970,86 por cada espécie, sendo o mais alto valor aplicado quando se trata de animais ameaçados de extinção como curió, bicudo, pixoxó, cigarra verdadeira, papagaio do peito roxo, Arara-canindé e Arara-vermelha. Neste caso, a pessoa responde também criminalmente, podendo receber pena de seis meses a um ano de prisão.Divulgação Semad

Maximiniano ressalta que quem mantém animais irregulares em cativeiro pode fazer a entrega voluntária no Centro de Triagem de Animais Silvestre (Cetas) mais próximo de casa. “A entrega espontânea é prevista na Lei nº 9605/98 e isenta o entregador de quaisquer penalidades administrativas e criminais”, ressalta.

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