Foi necessário um ano e meio de investigação até que a Polícia Federal conseguisse desmantelar um esquema de propinas entre policiais rodoviários federais em Minas Gerais. Três policiais rodoviários federais que atuavam em Caratinga, na região do Vale do Rio Doce, foram presos nesta terça-feira (26), além de um empresário e um caminhoneiro da região.

Ao todo, dez mandados de prisão e apreensão foram cumpridos nas casas dos policias, que moravam em Caratinga, Piedade de Caratinga e Manhuaçu. Também foram cumpridos mandados em Medina e Santa Bárbara do Leste. Um dos policiais estaria trabalhando nesta terça e foi preso ainda dentro de casa por agentes da Corregedoria Geral da Polícia Rodoviária Federal, de Brasília, com apoio de equipes do Rio de Janeiro e da delegacia de Governador Valadares.

A denúncia do Ministério Público Federal dava conta de que os policiais que atuavam em Realeza e Caratinga faziam uso do cargo público para conseguir vantagens indevidas.  Os policiais recebiam propina para não autuar motoristas em situação irregular e para liberar veículos apreendidos nas estradas federais. Os PRFs foram iniciados na delegacia de PF de Governador Valadares pela suposta prática dos crimes de corrupção passiva, prevaricação e concussão.

A investigação mostrou ainda que os policiais rodoviários federais já respondiam por outros procedimentos administrativos e criminais. Se condenados, eles podem ficar de dois a 20 anos presos. Na esfera administrativa, os policiais responderão a processo administrativo disciplinar e poderão, inclusive, ser demitidos do serviço público.