Após descartar a relação entre o zika vírus e a microcefalia diagnosticada em dois bebês nascidos em Belo Horizonte, outros três casos de crianças nascidas com a má-formação foram registrados em Minas: um na capital, outro em Congonhas, na região Central e mais um em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O vínculo com a doença transmitida pelo Aedes aegypti ainda está sendo investigado.

Em Belo Horizonte, dois casos foram detectados no Hospital Sofia Feldman e mais um na Santa Casa, desses, dois foram descartados por ocasião do zika vírus. Os resultados dos exames das outras três mães ainda não foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Até o momento, foram registrados 1248 casos de microcefalia por zika vírus no Brasil, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. A maioria são bebês nascidos em Pernambuco, onde há 646 registros da doença. Os 13 casos confirmados na região Sudeste estão concentrados no Estado do Rio de Janeiro. Ao todo, 14 estados brasileiros já registraram casos da infecção provocados pelo zika vírus. A doença é transmitida pelo mosquito da dengue.

Desde o dia 11 de novembro o Ministério da Saúde estabeleceu que a microcefalia deveria ser tratada como evento de emergência de saúde pública, tornando obrigatória a notificação dos casos no país, além de ter estabelecido um protocolo a ser seguido.

A primeira etapa desse protocolo é um questionário de investigação da gestante. De acordo com as informações coletadas, é atribuído se essa gestante encontrava-se em situação de risco, ou seja, se ela estava em alguma área de transmissão do Zica vírus, ou se ela apresenta algum dos outros fatores associados à microcefalia, como o uso de substâncias químicas ou processos infecciosos, causados por bactérias ou vírus.

A SES afirmou ainda que, além de Minas Gerais não ter confirmado casos de microcefalia associados ao Zica vírus, não há circulação do vírus no estado.