Pelo menos metade das escolas da rede municipal de Educação de Belo Horizonte amanheceu sem aulas nesta terça-feira (6) devido à paralisação dos trabalhadores terceirizados da categoria. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede - BH), houve paralisação pelo menos parcial em todas as 325 instituições que integram a rede, com metade delas totalmente paradas. A Secretaria Municipal de Educação foi procurada, mas não se manifestou sobre a adesão à paralisação.

A reivindicação do movimento é pela manutenção dos empregos de mais de cinco mil funcionários terceirizados que podem ficar sem trabalho caso a regularização, por meio do concurso da MGS, seja efetivada. "São trabalhadores que estão há mais de 20 anos na escola, em alguns casos, que se perderem o emprego será muito difícil a recolocação", explicou o diretor do Sind-Rede BH, Thiago Ribeiro. Outra reivindicação do sindicato é sobre a proposta de reajuste salarial, que, segundo o diretor, foi de zero.

Concurso

O concurso em questão foi acordado entre a Prefeitura de Belo Horizonte e o Ministério Público do Trabalho (MPT) para regularizar a situação de trabalhadores contratados pelo Caixa Escolar. Segundo o Sind-Rede BH, são 6.645 trabalhadores terceirizados na rede municipal de Educação, dos quais cinco mil podem perder o emprego.

De acordo com Ribeiro, a PBH chegou a propor que o prazo para a substituição dos trabalhadores seja até 2023, o que foi considerado insuficiente uma vez que não contempla todos os trabalhadores e nem garante os empregos deles.

Além da paralisação, a categoria ainda vai realizar uma assembleia na tarde desta terça para decidir os próximos passos do movimento e, em seguida, os trabalhadores se mobilizam para um ato contra a Reforma da Previdência.

A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Educação e aguarda retorno.

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