O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais inicia, nesta quarta-feira (4), o cadastramento biométrico em mais seis municípios mineiros: Senador José Bento (Sul de Minas), União de Minas (Triângulo Mineiro), Belo Vale (região metropolitana de Belo Horizonte), Abre Campo e Miradouro (Zona da Mata) e Espinosa (Norte de Minas). A partir do dia 19 de fevereiro, o cadastramento começa em São Bento Abade (Sudoeste de Minas) e, no dia 26, em Arapuá (Alto Paranaíba).
 
Confira as datas de início e fim:

Zona

Município

Eleitorado

Período

Abre Campo

11.081

4/2 a 21/3

236ª

Arapuá

3.045

26/2 a 10/3

338ª

Belo Vale

7.679

4/2 a 9/3

109ª

Espinosa

25.332

4/2 a 14/5

290ª

Miradouro

8.740

4/2 a 12/3

272ª

São Bento Abade

3.996

19/2 a 7/3

227ª

Senador José Bento

2.435

4/2 a 13/2

142ª

União de Minas

3.472

4/2 a 23/2

 
Os eleitores que não comparecerem para a revisão biométrica durante o prazo em que o cadastramento estiver sendo feito no município terão o seu título de eleitor cancelado. Com isso, ele perde a sua quitação eleitoral e sofre uma série de impedimentos, tais como tirar passaporte e CPF e tomar posse em cargo público.
 
Devem ser apresentados os seguintes documentos: documento de identificação oficial, título de eleitor (se tiver), CPF (se tiver) e, ainda, comprovante de endereço (cuja data de emissão depende de cada município), já que um dos objetivos da revisão do eleitorado é verificar se os eleitores do município realmente possuem vínculos ali. Aqueles que quiserem tirar o título de eleitor também podem fazê-lo durante o cadastramento biométrico. Nesse caso, é necessário levar todos os documentos necessários para o primeiro alistamento, como o comprovante de quitação com o serviço militar obrigatório, para o sexo masculino.
 
Além da apresentação da documentação, o eleitor terá as impressões digitais de todos os dedos das mãos recolhidas e será fotografado. O objetivo é garantir a autenticidade do voto: no dia da eleição, a identidade do eleitor será confirmada por meio do reconhecimento de sua impressão digital pelo leitor biométrico da urna eletrônica, comparando-a com a digital recolhida pela Justiça Eleitoral. A fotografia coletada no cadastramento biométrico é para o caso de a digital do eleitor não ser reconhecida: o mesário terá, na folha de votação, fotos de todos os eleitores da seção eleitoral, possibilitando a confirmação da identidade do cidadão. 
 
Biometria em Minas Gerais
 
Esta é a quarta fase do Programa de Identificação Biométrica do Eleitor em Minas. A primeira fase iniciou-se em 2009, quando os eleitores de Curvelo, Pará de Minas, Ponte Nova e São João Del Rei passaram pelo cadastramento. Foram cerca de 200 mil eleitores que puderam votar na urna eletrônica biométrica nas eleições de 2010.
 
A segunda fase foi entre setembro de 2011 e fevereiro de 2012, quando foram recadastrados mais de 70 mil eleitores em 17 municípios mineiros (Araporã, Bom Jesus do Amparo, Cachoeira Dourada, Camanducaia, Coimbra, Divinésia, Estrela Dalva, Faria Lemos, Galileia, Itaguara, Marmelópolis, Mata Verde, Montezuma, Santa Efigênia de Minas, Santa Rita do Itueto, Santo Antônio do Rio Abaixo e Umburatiba). A terceira etapa, em 2013, foi nos municípios de Brás Pires, Divinópolis, Dores do Turvo, Senador Firmino e Tapira. Cerca de 180 mil eleitores foram recadastrados biometricamente.
 
Nas Eleições do ano passado, 462.947 eleitores, em 26 municípios, votaram em urnas biométricas.
 
Informações ao eleitor desses municípios poderão ser obtidas junto ao cartório da Zona Eleitoral responsável ou pelo Disque-Eleitor (148).
 
(* Com TRE-MG)