A Polícia Civil não descarta a possibilidade de que o número de crianças e adolescentes que teriam sido abusados sexualmente pelo treinador de futebol de uma escolinha na região da Pampulha, em Belo Horizonte, seja ainda maior do que o apurado até agora. Atualmente, o órgão recebeu denúncias de seis supostas vítimas do agressor

Com a investigação em andamento, os detalhes sobre possíveis novas vítimas são mantidos em sigilo para não atrapalhar o trabalho. 

Segundo a Polícia Civil, pais dos jovens que eram alunos do treinador devem procurar a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), na avenida Nossa Senhora de Fátima, número 2.175, no bairro Carlos Prates, caso desconfiem de que os filhos possam ter sido abusados pelo homem.

O caso 

Segundo a delegada Ana Patrícia Ferreira França, o crime ocorria dentro do campo, no vestiário e em outros locais de um clube no bairro Braúnas, onde as aulas de futebol eram ministradas. À polícia, o suspeito teria confessado que tocou nos órgãos genitais de uma das vítimas e negou os demais crimes. A defesa do treinador não foi localizada pela reportagem.

Entretanto, segundo a delegada, os relatos dos menores, que têm entre 10 e 15 anos, indicam que houve, inclusive, conjunção carnal com um dos jovens. Ainda segundo a investigação, para atrair os menores, o suspeito pagava entre R$ 5 a R$ 10, além de usar da influência como treinador.

O homem, que é casado e tem 56 anos, está preso preventivamente. Quando o caso veio à tona, na semana passada, o suspeito já estava sendo investigado pela Polícia Civil. "Poucos dias antes de quatro pais procurarem a Polícia Militar para registrar a ocorrência, a Polícia Civil havia recebido uma denúncia do crime e já tinha iniciado as investigações", contou França.

(Com Renata Evangelista)

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