As polícias Militar e Federal montaram uma força-tarefa para tentar localizar os três bandidos que invadiram o Campus Pampulha da UFMG, em Belo Horizonte, na madrugada deste domingo (14). O trio, conforme o boletim de ocorrência, explodiu um caixa eletrônico localizado no 3º andar do prédio onde funciona os cursos de educação física, fisioterapia e terapia ocupacional.

Apesar da ousadia e de danificar o equipamento eletrônico, o cofre não foi aberto pelos criminosos. Para não sair sem dinheiro, o trio assaltou os dois vigias que faziam a segurança do campus. Uma das vítimas chegou a ser agredida sendo, posteriormente, socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, na capital mineira.

As buscas pelos suspeitos envolveram vários batalhões da PM - Tático Móvel, Bope, Choque, Canil, 34º e o helicóptero da corporação, além de agentes da Polícia Federal. Mesmo com todos os esforços, os suspeitos não foram localizados e presos. A força-tarefa chegou a fechar o entorno do Campus Pampulha, bloqueando possíveis rotas de fuga. 

Ousadia

O crime aconteceu por volta das 3h deste domingo. Um dos seguranças contou que foi rendido por um homem armado com uma pistola semiautomática. O vigia foi obrigado a deitar no chão, momento em que teve o celular e a carteira roubados. Em seguida, conforme o relato da vítima, outros dois rapazes entraram no local e seguiram para o 3º andar do prédio.

Toda a ação foi acompanhada por um segundo vigia, que viu a invasão pelas câmeras de monitoramento. O homem disse que se escondeu para não ser capturado pelos bandidos. Ele acionou a central de segurança, que, por sua vez, chamou a PM.

O trio explodiu o caixa eletrônico, mas sem conseguir roubar o dinheiro, usou um pé-de-cabra para tentar acessar o cofre. O vigia rendido teria ouvido os suspeitos dizerem: "não vai dar certo. Vamos embora".

Quando se preparavam para deixar o local, os criminosos se depararam com o vigia que estava escondido e o agrediram com chutes e socos. O segurança também teve bens pessoais levados. A ocorrência foi registrada pela Polícia Federal, uma vez que o banco alvo dos bandidos é de propriedade da União.

Segurança

A UFMG informou, por nota, que ao perceber a movimentação no interior do prédio, uma unidade móvel de segurança da instituição agiu prontamente e acionou a Polícia Militar, que chegou em cinco minutos. A Polícia Federal também foi acionada e, após perícia, constatou que não houve arrombamento do caixa eletrônico.

"Em razão do ocorrido, provas para o concurso do Hospital Risoleta Tolentino Neves que ocorreriam naquele prédio foram canceladas. A organizadora do concurso entrou em contato com os candidatos informando o ocorrido. Ao todo, 3.215 candidatos estão inscritos no certame. Desses, 2.803 estão fazendo provas normalmente e 412 terão as avaliações remarcadas", explicou a UFMG.

Ainda no comunicado, a universidade declarou que possui um sistema de segurança, que conta com equipe treinada e equipamentos para monitoramento, além de câmeras instaladas por todo o campus Pampulha; no campus Saúde, na Faculdade de Direito e na Escola de Arquitetura, no centro de Belo Horizonte; no campus regional em Montes Claros; e nas moradias universitárias.