Triste ambiente

Márcio Doti / 10/11/2015 - 08h08

Viver aos sobressaltos é o que tem feito algumas figuras da vida nacional, entre elas, a presidente Dilma e o governador de Minas, Fernando Pimentel. Dilma, às voltas com a série de erros cometidos e, em função deles, os riscos de um impeachment no Congresso ou derrota em alguns processos no Tribunal Superior Eleitoral. O governador Pimentel, às voltas com a Polícia Federal, sem saber qual será o próximo passo da operação Acrônimo que a cada investida complica mais sua situação e de seus parceiros, a esposa Carolina, o ex-sócio Otílio e o também amigo Benedito Oliveira.

A semana passada foi tensa porque soube-se da intenção da CPI do BNDES de convocá-lo para depor. Despachou-se para Brasília um mega assessor cuja missão, naquele momento, era evitar a convocação ou pelo menos retardar sua ocorrência. Como tal CPI tem sido mais um fracasso parlamentar de investigação, a situação acabou aliviada. Mas, há sempre o risco de um novo passo das operações Acrônimo e também da Zelotes em que Pimentel aparece por força de figurar na lista das personalidades e autoridades que mais realizaram operações financeiras. Aparece ao lado de Erenice Guerra, Palocci e do próprio ex-presidente Lula num levantamento feito pelo COAF, do Ministério da Fazenda.

VALE TUDO

Como a crise moral que tomou conta do país ao lado das crises econômica e política, ninguém se espante se tudo caminhar para uma enorme pizza. Tentativas não estão faltando justamente pelo ambiente em que não há escrúpulos, fala-se abertamente em dirigir a Polícia Federal, comprar deputados com verbas e cargos para evitar impeachment e por aí em diante. Vimos a juíza que autorizou a operação de busca e apreensão na empresa de um filho do ex-presidente Lula ter que deixar o cargo porque o titular decidiu voltar, mesmo podendo permanecer em honrosa posição como assessor no Superior Tribunal de Justiça (STJ), situação gratificante profissionalmente da qual poucas são as pessoas que abrem mão. E por coincidência esse juiz é o mesmo que em passado recente mandou arquivar um inquérito contra Erenice Guerra. No país dos absurdos, é normal que pessoas investigadas se queixem à presidente da República de operações da Polícia Federal, fato ao qual se referiu em recente entrevista o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao considerar-se mal querido por Lula porque também acha que o ministro não controla a Polícia Federal.

Com tantas tentativas de controle, tanto choro e reclamação teme-se pelo êxito de tais absurdos, principalmente se levarmos em conta pronunciamento recente do procurador que é coordenador da operação “Lava Jato” e, recentemente, fez palestra no interior de São Paulo para dizer que não se pode desistir do nosso país. Que o momento é favorável para se propor e apoiar medidas que combatam de fato a corrupção. Segundo o procurador Beltran Dallagnol é difícil descobrir os casos, prová-los e não vê-los derrubados pela Justiça. Disse que impunidade e corrupção caminham de mãos dadas. E arrematou afirmando que “somente uma sociedade unida será capaz de mudar esse cenário. É preciso atuar no sistema que favorece esse fenômeno, do contrário, é enxugar gelo”, arrematou. E dizer mais o que?
 

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