O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato e tornou inelegível o deputado estadual Fernando Destito Francischini, eleito pelo Paraná, em 2018. O motivo foi a divulgação de notícias falsas contra o sistema eletrônico de votação. Por seis votos a um, o Plenário do TSE condenou, nesta quinta-feira (28), o deputado por uso indevido dos meios de comunicação, além de abuso de poder político e de autoridade.

Em 2018, Francischini foi o candidato mais votado para deputado estadual com quase 428 mil votos. De acordo com o TSE, no dia da eleição, o deputado fez uma live para denunciar que duas urnas estavam fraudadas e não aceitavam votos para o então candidato à presidência, Jair Bolsonaro.

O boato divulgado pelo parlamentar surgiu depois da divulgação de dois vídeos, que mostram uma suposta dificuldade em votar em Bolsonaro, na internet. Nos vídeos, o eleitor chega à urna e tenta apertar as teclas do número 1 e 7, número do PSL, antigo partido de Bolsonaro e escolhido para representar o candidato nas urnas, mas não consegue o registro. No entanto, a Justiça Eleitoral esclareceu que os vídeos indicavam um erro do eleitor, que tentava votar para o presidente na tela indicada para votar no cargo de governador.

O julgamento começou em 19 de outubro, quando o relator, ministro Luis Felipe Salomão, decidiu pela cassação e pela inelegibilidade do parlamentar pelo período de oito anos, a contar da data da eleição. Além do relator, os ministros Mauro Campbell e Sérgio Banhos também entenderam que Francischini cometeu crimes ao utilizar o perfil pessoal no Facebook para promover ataques contra as urnas eletrônicas. A decisão da Corte Eleitoral é inédita e cria jurisprudência para casos semelhantes a partir das próximas eleições.

Leia também:
TSE rejeita, por unanimidade, pedido para cassar chapa Bolsonaro-Mourão
Brasil recebe lote com 2,4 milhões de vacinas da Pfizer contra a Covid-19