Quem está pensando em viajar para outras cidades que receberão eventos da Jogos Olímpicos deve estar atento à vacinação para evitar ser infectado por doenças endêmicas de outras regiões e países, como sarampo e rubéola. O alerta é feito pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). 

“Tais atividades esportivas são caracterizadas como importantes eventos de massa, situação propícia para propagação de doenças”, explica a coordenadora de Doenças e Agravos Transmissíveis da SES, Tatiane Bettoni.

Nas Américas, conforme a pasta, a transmissão endêmica do sarampo foi interrompida em 2002 e a de rubéola em 2009. Em 2015, um comitê internacional de especialistas certificou que a região havia eliminado a rubéola e sua variação congênita.

Porém, os turistas advindos de países em que esses vírus ainda circulam e que não se vacinaram poderão reintroduzi-lo ao hemisfério. “Desse modo, é fundamental que todas as pessoas que venham assistir presencialmente aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos estejam em dia com suas vacinas para continuar mantendo a região livre do sarampo e também da rubéola”, frisa Tatiane.

A coordenadora recomenda aos viajantes não imunizados procurar o médico o quanto antes. “Ou pelo menos de quatro a oito semanas antes da viagem, para que tenham tempo suficiente para completar os esquemas de vacinação. Porém, mesmo quando a viagem for imediata, ainda há tempo de se vacinar”, afirma.