Frente a um cenário de 1.173 casos notificados de zika vírus em Belo Horizonte, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) oferece agora exames para detecção da doença por metade do preço cobrado pelos laboratórios particulares.

Nas unidades privadas, o valor do teste varia de R$ 500 a R$ 670, com resultado em até oito dias. Na UFMG, porém, ele custará R$ 270 e o prazo para saber se o paciente está infectado é de dois dias úteis. 

O exame está sendo oferecido pelo Laboratório de Genética e Biologia Molecular da UFMG com o Núcleo de Ações e Pesquisas em Apoio Diagnóstico (Nupad). Nos próximos dias será ofertado também, pelo mesmo preço, análises para averiguação de dengue e chikungunya.

O teste é realizado a partir de amostras de sangue, urina, líquido amniótico e outros fluidos biológicos. Por meio desse material, é possível checar a presença do vírus enquanto ele ainda se encontra no sangue. “O vírus fica ativo por cinco dias na circulação. Detectá-lo cedo permite o diagnóstico exato da infecção viral”, reforçou Nara Carvalho, supervisora técnica do Laboratório de Genética do Nupad.

Em gestantes com suspeita de contaminação, é possível analisar se o feto foi infectado pelo vírus a partir do líquido amniótico. Caso a criança já tenha nascido, o exame realizado pela UFMG permite detectar se houve transmissão do zika vírus por meio de amostras da placenta ou do sangue do cordão umbilical obtidos na gravidez ou durante o parto.

A técnica utilizada no exame é a PCR (reação em cadeira polimerase), metodologia de biologia molecular usada para doenças genéticas e infecciosas. O sistema, de acordo com Nara, apresenta uma maior sensibilidade para constatação do zika.