A UFMG pediu à Polícia Federal que investigue uma ameaça de ataque armado na universidade. O autor das mensagens, enviadas por e-mail para vários servidores, seria um candidato reprovado nas modalidades de cotas raciais. 

A assessoria da insitituição informou que o e-mail, enviado de forma anônima, foi encaminhado para a PF para investigações. "A UFMG recebeu mensagens em tom ameaçador, enviadas a uma caixa de correio eletrônico institucional por um usuário anônimo. A universidade identificou o IP da conexão que foi utilizada para enviar as mensagens e acionou a Polícia Federal, a quem cabem as investigações", informou, em nota.

A movimentação no Centro de Atividades Didáticas (Cad) 2 acontecia normalmente na tarde de quarta-feira (20), apesar da presença de uma espécie de cerca fechando a entrada do prédio.

Polêmica

A situação reacende a polêmica em relações às cotas raciais na UFMG. No último dia 11 houve, inclusive, uma mobilização de estudantes que prometiam acionar a Justiça para entrar na universidade por meio do sistema de cotas, mesmo tendo sido reprovados pela banca de acordo com suas características físicas. 

Na ocasião, foram analisados mais de 270 recursos impetrados após a primeira avaliação, no mês passado. Com o indeferimento das matrículas, segundo o edital do processo seletivo, serão convocados os estudantes da lista de espera do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Leia mais:

Cotistas barrados na UFMG prometem acionar a Justiça
UFMG divulga nesta terça lista com aprovados em cotas
Ação antifraude em universidades federais impede matrícula de aprovados por cotas
UFMG veta matrícula de 346 candidatos que se autodeclararam negros
Mais rigor nas cotas raciais