O prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) disse nesta segunda-feira (14), em entrevista ao portal UOL, que não adotará na capital mineira a medida que visa a flexibilizar o uso de máscara, caso aprovada a proposta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para retirar o uso obrigatório do equipamento de proteção no Brasil.

Na última quinta-feira (10), Bolsonaro pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um "parecer" para desobrigar o uso de máscaras por quem estiver vacinado contra a Covid ou já tenha contraído a doença.

Kalil disse que recebeu uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) e que quem cuida da população de Belo Horizonte é ele. Segundo o prefeito, o protocolo não é condizente com a realidade do país neste momento da pandemia e que não entende o motivo do estudo. Além disso, o chefe do Executivo da capital mineira afirmouq ue Bolsonaro “está vendo o que está acontecendo nos Estados Unidos, mas está esquecendo de colocar 300 milhões de vacinas nos braços dos brasileiros”.

Nos Estados Unidos, a permissão para deixar de usar o EPI acontece somente depois de o país ter alcançado a marca de mais de 46% da população imunizada com pelo menos a primeira dose contra o novo coronavírus. “Um médico falar que vai estudar a retirada de máscaras é uma barbaridade absoluta. Estou de saco cheio, como venho falando, de coisas sem pé nem cabeça, frases loucas, soltas à deriva”, declarou o político.

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