Um a cada 100 imóveis em Belo Horizonte possui focos do mosquito Aedes aegypti. É o que apontou o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), referente o mês de janeiro deste ano, divulgado nesta sexta-feira (13), pela Secretaria Municipal de Saúde. 
 
Segundo a secretaria, este percentual de 1,1% é o menor índice registrado no levantamento de janeiro. O LIRAa realizado em janeiro do ano passado apontou um índice de 2,1%. Conforme o Ministério da Saúde, o limite para considera baixo risco de infestação é de até 1%.
 
Apesar do foco ser considerado baixo pela prefeitura, o órgão alerta sobre os riscos de transmissão da Dengue e da Febre Chikungunya. O percentual de focos do mosquito em residências aumentou em relação ao ano passado. Neste ano, o índice foi que 84% dos insetos estavam em casas e prédios, enquanto em 2014 o número era de 80%.
 
A região de BH que apresentou maior percentual de infestação do mosquito transmissor da dengue é a Leste, com 1,6%, seguido por Venda Nova (1,4%) e Pampulha (1,3). As regiões Nordeste e Noroeste estão empatadas com 1,1%. As localidades com menor índice são as regiões Norte (0,8%), Oeste (0,7%) e Centro-Sul (0,5%).
 
Neste ano, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou 39 casos confirmados de dengue, dentre 382 notificações. Deste total, 55 registros foram descartados e outros 288 estão em análise. 
 
O objetivo do LIRAa é identificar as áreas da cidade com maior proporção/ocorrência de focos do mosquito e os criadouros predominantes. Essas informações possibilitam intensificar as ações nos locais com maior presença do mosquito Aedes aegypti.
 
Em 2015, até o momento, já foram realizados 18 mutirões no município. Durante essas atividades foram recolhidas 29 toneladas de materiais e 176 pneus.