Por estar na linha de frente do enfrentamento à Covid-19 em dois hospitais da capital – a Santa Casa de BH e o Odilon Behrens , a técnica em enfermagem Gilmara Aparecida Martins, de 47 anos, foi uma das primeiras profissionais de saúde da cidade a receber a dose da vacina Coronavac, que combate o novo coronavírus. Há quase 25 anos na profissão, Gilmara, mãe de dois filhos, avalia que essa experiência será uma das histórias mais importantes que terá para contar aos netos.

“Fiquei emocionada demais ao receber a dose da vacina, senti muita alegria, uma paz, uma sensação de alívio. É uma luz no fim do túnel. A gente passou por muito medo. No começo da pandemia, então, era muito difícil. A gente ainda tem receio, mas estamos com muita esperança de a segunda dose chegar”, pondera a técnica em enfermagem.

Desde o começo da pandemia, Gilmara trabalha com pacientes graves de Covid, no CTI Respiratório da Santa Casa, e com doentes que já passaram pelo período de contaminação pelo vírus, mas continuam graves, no respirador, e são transferidos para o Hospital Odilon Behrens, no chamado período pós-Covid.

“Gostaria de falar às pessoas que continuem em isolamento social, que continuem fazendo tudo direitinho, porque estamos muito perto de esse pesadelo acabar. Usem máscara, higienizem as mãos. Vamos fazer a nossa parte, porque vai dar tudo certo”

Perdas

Mesmo diante de tanta exposição ao novo coronavírus, a profissional da saúde não se infectou, assim como ninguém de sua família. “Mas perdi amigas próximas de trabalho”, lamenta, dizendo que está na torcida para que a vacina contra o vírus chegue logo também a outras parcelas da população brasileira.

“Gostaria de falar às pessoas que continuem em isolamento social, que continuem fazendo tudo direitinho, porque estamos muito perto de esse pesadelo acabar. Usem máscara, higienizem as mãos. Vamos fazer a nossa parte, porque vai dar tudo certo”, reforça Gilmara, que se diz cheia de fé.

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