Um espaço para a população em situação de rua tomar banho, lavar roupas, lanchar e guardar seus pertences. Mais do que isso, um local com atendimento especializado individual e coletivo, que encaminha para a rede de assistência e oferece oficinas socioeducativas e inclusão digital.

Essas são as atividades presentes no Centro Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop Leste), da Prefeitura de Belo Horizonte. Localizado no bairro Floresta, na região Leste da capital, a unidade completa cinco anos neste mês de junho. 

Segundo a prefeitura, o centro faz, atualmente, 8.500 atendimentos por mês, uma média de 350 por dia. No ano passado, foi incluído o funcionamento especial aos fins de semana e feriados. A população em situação de rua está em cerca de 4 mil pessoas. 

Além do Centro Pop Leste, voltado para o público adulto, a capital conta com outros dois espaços: o Centro Pop Miguilim, para jovens e adolescentes, também instalado no bairro Floresta, e o Centro Pop Centro-Sul, para o público adulto, no Barro Preto, na região Centro-Sul.

"O Centro Pop representa um espaço de referência para o convívio social, o desenvolvimento de relações, proteção e garantia de direitos. Funciona como ponto de apoio para pessoas que moram e/ou sobrevivem nas ruas, contribuindo para a redução das violações e a construção de novos projetos de vida", afirmou o diretor de Proteção Especial da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, Regis Spíndola.

Atividades socioeducativas

Na data de inauguração do Centro, comemorada na última quinta-feira (6), a prefeitura transformou o local em um grande salão de festas, com brincadeiras, jogos e lanche diferenciado para cerca de 400 usuários ao longo de todo o dia. 

De acordo com o coordenador do espaço, Wanderson Conceição, momentos como a celebração do aniversário e outras ações de lazer realizadas no equipamento colaboram na construção da autonomia e do diálogo com os usuários.

"As ações socioeducativas proporcionam a eles a capacidade de realizar atividades em grupo, perceber-se melhor e perceber que as outras pessoas também têm sentimentos, têm medos e vontades e que é necessário respeitar as diferenças. Elas contribuem para construção da autonomia do usuário, tão necessária para mudar e ampliar as perspectivas de vida desse cidadão", opinou Conceição.