A quantidade de pesquisas produzidas por uma universidade é um dos critérios de maior peso no ranking das melhores instituições do mundo, relatório produzido anualmente pela Times Higher Education. Enquanto faculdades públicas observam os recursos federais destinados a pesquisa minguarem, instituições particulares, menos dependentes de verba pública, têm se firmado gradativamente como celeiro de boas ideias e inovação, como a produzida por Andréia Laura Prates.

Professora do curso de biomedicina da Fumec, em Belo Horizonte, ela lidera uma pesquisa que busca descobrir como uma célula se torna um tumor. Há 16 anos, Andréia estuda mensageiros responsáveis por regular a capacidade da célula se dividir e morrer. Em 2009, apresentou à coordenação da Fumec a proposta de ampliar as descobertas através de um pós-doutorado na Universidade de Oxford, na Inglaterra, considerada uma das melhores do mundo.

“Depois de seis meses lá, minha orientadora me mostrou um artigo de um grupo de pesquisa que tentava relacionar como medicamentos para tratamento de hipertensão influenciavam no aparecimento de câncer”, conta. 

Intrigada, Andréia buscou mais informações e achou outro trabalho contradizendo a hipótese, deixando um limbo na área médica. “Tinha tudo a ver com o que eu faço. Então resolvemos estabelecer uma parceria entre a Fumec e Oxford para tentar analisar a questão”. 

Desde então, a professora recebeu aportes da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e da própria universidade, que instalou um laboratório de ponta para pesquisa do câncer de mama. Andréia e equipe, que também inclui três professores da UFMG, aguardam a chegada de uma plataforma de fluorescência por ressonância eletrônica para dar continuidade ao projeto que deve durar pelo menos três anos. O equipamento, com custo estimado em cerca de R$ 216 mil, vai ser importado da Alemanha e permitirá a visualização em tempo real das moléculas.

“Com o dinheiro do governo federal, jamais conseguiria ficar na Inglaterra por tanto tempo. A prática de dar licenças remuneradas é mais comum em universidades públicas que privadas. Nesse sentido, o apoio da Fumec em acreditar no meu trabalho foi fundamental”, comemora a professora. Ela afirma que, provada ou não a hipótese, o projeto vai deixar um legado em equipamentos na instituição e, mais importante, incentivar os alunos a pesquisar e multiplicar o conhecimento aprendido em sala de aula.

Não é só tecnologia

E a inovação nas faculdades privadas não fica restrita à criação de novas tecnologias, campos mais próximos das graduações na área de exatas. Nas instituições da Soebras, que conta com as Faculdades Kennedy e o grupo Promove, os estudantes também são incentivados a buscar soluções inovadoras para problemas em todos os campos do conhecimento. 

“Neste ano, um grupo de alunos e um professor de gastronomia do Promove estão analisando os cardápios das escolas públicas, na tentativa de encontrar opções mais nutritivas e, ao mesmo tempo, mais econômicas. É conhecimento que preenche uma lacuna na sociedade”, conta o coordenador do Núcleo de Pesquisa e Pós-Graduação da Soebras, Silvino Santos.

Mesmo na engenharia o foco pode ir além dos cálculos. A partir de uma disciplina de administração aplicada, uma estudante do curso de engenharia civil apresentou uma proposta de pesquisa que vai analisar a precarização do trabalho em obras. A intenção é mapear as causas da precariza-ção e apontar soluções.

Enquanto professores que orientam as pesquisas recebem um bônus na remuneração, os alunos têm desconto no valor de 50% da mensalidade durante os 11 meses dedicados à pesquisa. “É uma forma de prestigiar quem ultrapassa as fronteiras da sala”, completa Silvino.

Recursos escassos

A forte crise financeira que prejudica as contas do país já impactou a área da ciência. Cortes orçamentários nos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência e Tecnologia (MCTI) fizeram minguar bolsas de iniciação científica e até verbas destinadas a pesquisas em andamento. No caso do MCTI, o corte foi de 25%, o que representa menos R$ 1 bilhão no orçamento. Já o MEC perdeu R$ 4,3 bilhões. 

Como consequência, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), uma das principais agências de fomento do país, congelou a concessão de bolsas no exterior por tempo indeterminado. O número de bolsistas em outros países caiu de 10,6 mil em 2014 para 6,9 mil em 2015. 

No fim de junho, bolsistas de doutorado do Ciência sem Fronteiras manifestaram pelas redes sociais que o CNPq tem indeferido relatórios parciais das pesquisas para reduzir a renovação do benefício. A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) chegou a divulgar nota pública alertando para o problema. Responsável pelas renovações, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vem negando as acusações.

Confira a agenda dos vestibulares para o segundo semestre de 2016

DOM HELDER CÂMARA
Inscrições (pela nota do Enem): Até 26/07
Taxa: R$ 70
Informações: domhelder.edu.br ou (31) 2125-8800

ESTÁCIO DE SÁ
Inscrições (vestibular agendado): Até 15/07
Provas: Verificar no ato da inscrição
Taxa: R$ 30. Isenção para quem optar pela nota do Enem
Informações: portal.estacio.br ou (31) 3298-5200

FACULDADE ANHANGUERA
Inscrições (vestibular agendado): Até 30/07. Provas semanais (verificar no site)
Taxa: R$ 30. Isenção para quem optar pela nota do Enem
Informações: anhanguera.com ou (31) 3241-2431

FACULDADE ARNALDO
Inscrições (vestibular agendado): Até 16/08. Provas semanais (verificar no site)
Taxa: R$ 30. Isenção para quem optar pela nota do Enem
Informações: faculdadearnaldo.edu.br

FACULDADES PROMOVE, KENNEDY E UNINCOR (VESTIBULAR AGENDADO)
Inscrições: Até 31/08. Provas semanais (verificar no site)
Taxa: R$ 30
Informações: 0800 031 2103 ou vestibularunificado.com.br

FACULDADES PROMOVE, KENNEDY E UNINCOR (VESTIBULAR UNIFICADO EM VESPASIANO)
Inscrições: Até 10/07
Prova: 10/07, às 9h, no Ação Promove Pampulha. Local: Colégio Promove Pampulha (Avenida Alfredo Camarate, 121, São Luiz). Bolsas de estudo de até 90%.
Taxa: Gratuito
Informações: vestibularunificado.com.br ou 0800 0312103

IBMEC
Inscrições (vestibular agendado): Até 27/07. Provas semanais (verificar no site)
Taxa: R$ 70
Informações: ibmec.br ou (31) 3247-5757

IZABELA HENDRIX
Inscrições (agendado): Até 15/07, às 13h
Provas: 16 e 17/07
Taxa: R$ 35. Isenção para quem optar pela nota do Enem
Informações: izabelahendrix.edu.br ou (31) 3244-7244 e 0800 283 0200

NEWTON PAIVA
Inscrições (vestibular agendado): Até 30/07. Provas semanais (verificar no site)
Taxa: R$ 30 e R$ 15 (nota do Enem)
Informações: newtonpaiva.br ou (31) 3516-2565

PITÁGORAS
Inscrições: Até 15/07
Provas: 16/07
Taxa: R$ 30
Informações: faculdadepitagoras.com.br

UNA
Inscrições (vestibular agendado): Até 30/07. Provas semanais (verificar no site)
Taxa: R$ 60 (pelo site), R$ 30 (por telefone) e R$ 15 (nota do Enem)
Informações: una.br e (31) 3235-7300

UniBH
Inscrições (vestibular agendado): Até 04/08. Provas semanais (verificar no site)
Taxa: R$ 60 (pelo site), R$ 30 (por telefone) e R$ 15 (nota no Enem)
Informações: uni.br ou (31) 3319-9500