As vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na Grande BH, foram lembradas, na tarde deste domingo (21), durante abraço simbólico à Serra da Moeda. Milhares de pessoas se reuniram no local conhecido como Topo do Mundo e formaram um cordão humano, pontualmente, às 12h28 - horário em que a estrutura ruiu em 25 de janeiro deste ano. 

Esta foi a 12ª edição do "Abrace a Serra da Moeda", protesto organizado pela ONG homômina que luta em defesa das águas e serras de Minas Gerais. Diferente dos anos anteriores, nos quais os participantes utilizavam roupas brancas, neste domingo de Páscoa a cor escolhida foi o preto, como forma de reforçar o luto. 

Uma carta foi lida em homenagem aos bombeiros que atuaram na tragédia. A mensagem foi escrita por Helena Silva, de 10 anos, moradora de Congonhas, região Central de Minas, e emocionou a corporação na época do rompimento. 

Além de lembrar a tragédia, o movimento voltou a exigir da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), responsabilidade com a segurança hídrica da região metropolitana de BH.

Cerca de 30 artistas fizeram uma intervenção dirigida pelo bailarino, ator e coreógrafo mineiro Tiago Gambogi. No final da apresentação, todos os participantes foram convidados a interagir na performance, formando a frase “nosso luto, nossa luta”, tema do evento este ano.

Artistas fizeram performance para lembrar rompimento de barragem da Vale

Tragédia

Este domingo (21) é o 87º dia de buscas por corpos na região. São 140 bombeiros distribuídos em 23 frentes de trabalho. Eles contam com o apoio de 84 máquinas pesadas, além de seis cães - sendo dois de São Paulo, dois do Mato Grosso e dois de Goiás.

Na última sexta-feira (19), a Defesa Civil informou que cinco nomes foram retirados da lista de desaparecidos. O número de pessoas que seguem desaparecidas foi atualizado para 41 e o de mortos chega a 231.