Duas das dez vítimas da explosão que atingiu uma usina da Gerdau, em Ouro Branco, na região Central de Minas Gerais, foram transferidas em estado grave para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. Uma delas foi deslocada de helicóptero, enquanto a outra seguiu de ambulância, no início da noite desta terça-feira (15). As outras oito vítimas permanecem no Hospital Fundação Ouro Branco (FOB). Segundo a empresa, ainda não há informações sobre o estado de saúde das vítimas. 

Além dos dez feridos, foram confirmadas duas mortes, cujos nomes estão sendo preservados pela Gerdau até as famílias serem avisadas. A empresa divulgará, por nota, a relação completa dos nomes dos mortos e feridos na explosão. Ainda de acordo com a siderúrgica, as causas do acidente ainda estão sendo investigadas e a assistência às famílias vem sendo prestada integralmente. 

O acidente aconteceu nesta terça-feira, por volta das 11h, na usina Coqueria2, em Ouro Branco. Segundo funcionários da empresa, uma das vítimas graves sofreu queimaduras de terceiro grau no rosto, pescoço, mãos, no abdômem, nas vias aéreas. Por volta das 16h, a principal entrada de funcionários na Gerdau foi bloqueada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Ouro Branco e Base (Sindob), que denuncia que a causa do acidente seria falta de manutenção. Os funcionários rezaram pelas vítimas e o trânsito ficou parado por quase uma hora.

Em relação as declarações do Sindob, a Gerdau esclareceu, em nota, que os equipamentos da usina "estão em condições adequadas obedecendo aos padrões de segurança estabelecidos na legislação vigente". A empresa afirma, ainda, que a "a usina possui um estruturado programa de manutenção que contempla atualização contínua das equipes, das práticas e dos procedimentos de manutenção". 

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