O secretário de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, informou nesta segunda-feira (23) que a vacina contra a Covid-19 deve estar disponível em Minas entre fevereiro e março do próximo ano. 

“Nós estamos prontos para vacinar. Não há vacina pronta que esteja homologada no mundo para se fazer uma campanha de vacinação. Tivemos muitas informações neste final de semana sobre vacinas que estão tendo bons resultados, então, eu acredito que entre fevereiro e março, nós já tenhamos vacina para ofertar à população”, afirmou o secretário.

A declaração foi dada por Amaral durante uma sabatina no Assembleia Fiscaliza 2020, evento promovido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que busca ouvir todos os gestores do Estado e onde ele prestou conta das ações relativas à pandemia do novo coronavírus. 

Em meio a uma alta no número de casos da doença nos últimos dez dias, o secretário fez um apelo para o uso de máscara e álcool em gel e para que as pessoas fiquem em casa, se puderem. “Estamos vivendo um momento de aumento de casos, e isso tem relação com a diminuição do cuidado”, ponderou Amaral.

Minas Gerais já registra 398.014 mil casos de Covid-19 com 9.794 mortes pelo vírus.

Ainda de acordo como o secretário, independentemente do estado brasileiro que venha a produzir a vacina, ou se ela será importada, o imunizante será distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele explicou também que o plano de vacinação no Estado vem sendo estruturado há dois meses e envolve as demais secretarias e a Polícia Militar em questões como logística e distribuição e até mesmo os riscos de assaltos. “Isto já está bem consolidado com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde”, declarou.

Carlos Eduardo acrescentou  que a vacina, uma vez aprovada, será adquirida pelo governo federal por meio do Programa Nacional de Vacinação, como ocorre de praxe, para distribuição aos Estados. “A vacina chegando em janeiro, já teremos tudo pronto, com pessoal e equipamentos já distribuídos e rede de frios para conservação já montada”, explicou.

Testes 

O secretário descartou a compra de mais testes do tipo RT-PCR contra a Covid-19 e disse que a orientação mais recente em Minas é testar as pessoas com sintomas que podem ser associados à Covid-19, ainda que não sejam sintomas graves. “Podemos realizar hoje até 8 mil testes diários se necessário”.

Volta às aulas

Sobre previsão de volta às aulas, o secretário não falou em cronogramas, mas disse que o retorno será em um momento necessário para a sociedade. E disse esperar que, quando esse momento chegar, "não passe a sensação errada" de que a pandemia acabou.

“Sinalizamos que há dois meses seria importante a volta as aulas e fizemos todos os protocolos. Me preocupa muito não termos retornado, porque não há garantia de que em 2021 tenhamos um cenário muito diferente do atual”, afirmou Carlos Eduardo.