O Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas da UFMG é um dos 21 locais selecionados no mundo para participar do estudo clínico de uma vacina experimental contra a infecção pelo vírus zika. Realizada em parceria com o Instituto René Rachou/Fiocruz e a Universidade de George Washington (EUA), a pesquisa é patrocinada pelo National Institutes of Health (NIH), organização do governo norte-americano. Apenas duas instituições brasileiras participarão do estudo. 

A vacina já foi testada em seres humanos e aprovada pelos comitês de ética nacionais e internacionais, de acordo com a assessoria de imprensa do Hospital das Clínicas. Agora, ela será avaliada em um novo grupo de pessoas com a finalidade de estudar novos dados sobre a sua eficácia e segurança no organismo de pessoas sadias.

Como a vacina não contém o vírus, não é possível a transmissão da doença por meio dela. Para essa nova fase de testes, serão recrutados voluntários sadios, entre 15 e 35 anos, que morem em Belo Horizonte ou Região Metropolitana e que tenham disponibilidade para participar do estudo pelos próximos dois anos.

Os voluntários serão selecionados após a realização de uma avaliação clínica e de exames laboratoriais que serão oferecidos gratuitamente pela equipe do Hospital das Clínicas da UFMG. Além disso, receberão acompanhamento médico e apoio financeiro para os gastos com transporte e alimentação durante sua participação na pesquisa.

Os interessados em participar da pesquisa clínica da vacina contra o vírus do zika poderão se candidatar por meio do telefone 0800 035 66 35 ou pelo email vacinazikabh@gmail.com. Também é possível obter mais informações na página facebook.com/vacinazikabh.

O zika

Atualmente, não há cura ou vacina para prevenir a infecção pelo zika, apenas medidas de prevenção e controle dos mosquitos transmissores. Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue, o vírus é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma emergência de saúde pública, já que existem evidências de que sua presença no organismo pode causar o nascimento de bebês com microcefalia e outros transtornos neurológicos, como a Síndrome de Guillain-Barré. 

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