Após três anos de negociações, a superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Minas Gerais conseguiu transferir dois vagões de madeira datados do início do século XX que estavam no pátio da MRS, no bairro Horto, para a Casa do Conde, na praça da Estação.

A MRS é a operadora logística que administra uma malha ferroviária de 1.643 km em Minas, Rio de Janeiro e São Paulo. Já a Casa do Conde é também o espaço que abriga a sede do Iphan em Belo Horizonte. 

Após um processo de limpeza, restauração e proteção, os vagões serão abertos para visitação gratuita do público. Mas, ainda não é possível estimar quando isso deve acontecer, já que a abertura dos vagões depende dos projetos e trabalhos de recuperação. O objetivo de recuperar os patrimônios é apresentar à população a importância que as ferrovias tiveram para a construção do transporte no Brasil. 

Um dos vagões servia ao primeiro chefe da rede ferroviária federal do Estado, onde ele viaja por Minas para fazer os despachos. O outro era um carro restaurante. Ambos contarão com mobiliários da época, como lustres, ventiladores, mesas e cadeiras. 

Na Casa do Conde, eles serão integrados à arquitetura também histórica, já que o galpão onde os vagões serão alocados data do fim do século XIX, na época da construção de Belo Horizonte, e servia como local de descarga do material que era levado para a construção da Praça da Liberdade. 

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