A maior festa popular do Brasil, que arrasta milhões de foliões para as ruas, está se aproximando. No carnaval, a palavra de ordem é diversão. Mas na empolgação e com a mudança de rotina, muitas pessoas descuidam da alimentação e exageram na ingestão de bebidas alcóolicas.
 
Contudo, quem pretende curtir todos os dias da festa, literalmente sem dor de cabeça, alguns cuidados com a saúde são essenciais. Para ajudar o folião nessa missão, o Hoje em Dia conversou com o infectologista e clínico geral Antônio Toledo Júnior, que listou dicas do que pode ou não ser feito.
 
Segundo o especialista é fundamental equilibrar comidas leves e fracionadas com a ingestão de líquidos que hidratam o corpo. "Tem que beber muito líquido, de preferência água ou suco natural", orientou.
 
O médico alerta que comidas pesadas devem ser evitadas e indica ingerir carboidrato para manter a energia do corpo. Frituras e comidas de procedência duvidosa também devem passar longe do folião. "Quem for para a farra não deve comer gordura, principalmente na rua. Já carboidratos e frutas são recomendados, mas em pequenas porções e intervalos regulares", ensina.
 
Para evitar a ressaca e outros males causados pelo álcool, Toledo Júnior sugere beber com moderação e sempre intercalar com água. "Além de acidente, o álcool altera o comportamento", alerta.
 
Doenças
 
O infectologista ressalta que o uso de camisinha é essencial para evitar doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV, HPV e hepatites B e C. Toledo Júnior lembra que no carnaval algumas pessoas experimentam novas drogas.
 
Para não colocar ainda mais a saúde em risco com o uso de entorpecentes, ele é enfático: "não se deve compartilhar equipamentos utilizados no uso de drogas, como agulhas, seringas e canudo", ressalta.
 
Outra dica é manter as condutas de higiene que têm no dia a dia, como por exemplo lavar as mãos antes das refeições e depois de ir ao banheiro, importantes para evitar infecções intestinais, que podem levar à desidratação.
 
Zika, dengue e chikungunya
 
Quem vai para região com surto das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, febre chikungunya e zica vírus, o médico recomenda o uso de repelente.
 
O especialista ensina que o remédio deve ser passado depois da pessoa se vestir e aplicado somente nas áreas do corpo que ficarem descobertas. "Tem que lembrar de reaplicar o repelente a cada quatro horas, quando soar demais ou após nadar na piscina, mar ou cachoeira".