A construção de um muro para conter parte do volume de rejeitos da barragem Sul Superior e Inferior da Mina Gongo Soco, em Barão de Cocais, na Região Central de Minas, caso ela se rompa, foi concluído pela mineradora Vale. 

A obra teve início em maio do ano passado e, na ocasião, a mineradora explicou que a estrutura "atuará como barreira física no sentido de reduzir a velocidade de avanço de uma possível mancha, contendo o espalhamento do material a uma área mais restrita". O muro foi erguido a 6 km da barragem.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (9), a Vale destacou que o projeto "seguiu critérios técnicos internacionais e tem o objetivo de reter 100% dos volumes das barragens Sul Superior e Sul Inferior em um cenário hipotético extremo de ruptura, evitando que os rejeitos alcancem a Zona de Segurança Secundária dos municípios de Barão de Cocais, Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo".

Desde 22 de março de 2019, a barragem Sul Superior está em nivel 3, o mais alto para o risco de rompimento. Por questão de segurança, moradores que habitavam próximo à estrutura foram retirados de casa. "Desde então, medidas preventivas têm sido tomadas, incluindo simulados de emergência com moradores da Zona de Segurança Secundária (ZSS)", destacou a empresa.

Movimentação de talude

Uma das situações que está sendo monitorada é a movimentação do talude norte da cava da mina de Gongo Soco. Ele vem deslizando para dentro da estrutura desde maio de 2019. A cava e a barragem são monitoradas 24h por dia de forma remota, com o uso de radar e de estação robótica capazes de detectar movimentações milimétricas, e também por sobrevoos com drone e pelo Centro de Monitoramento Geotécnico.

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