Vale, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Defensoria Pública e governo do Estado se reúnem nesta terça-feira (17), às 14h, para a segunda audiência de conciliação para definir o valor da indenização referente aos danos causados pelo rompimento da barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH, que matou 270 pessoas e deixou milhares de desabrigados em janeiro do ano passado.

A primeira rodada de negociações, realizada em 22 de outubro, terminou sem acordo entre as partes. Isso pois a mineradora apresentou nove pontos a serem discutidos em cima da proposta apresentada pelo Executivo mineiro. A empresa quer uma melhor definição na terminologia para redação do acordo, em atenção à legislação e doutrinas ambientais nacionais. 

Após o primeiro encontro, o procurador-geral do MPMG, Antônio Sérgio Tonet, classificou os debates positivamente. Segundo ele, parte dos pontos foram resolvidos na ocasião e que “questões redacionais” seriam solucionadas posteriormente.  

Por meio da assessoria de imprensa, o governo de Minas havia informado que "as partes evoluíram em premissas e nos fundamentos do acordo".

Já a Vale avaliou que a reunião foi muito produtiva e "seguirá mantendo o diálogo construtivo com os representantes do poder público e instituições de Justiça para a construção das premissas de um acordo em benefício de toda a sociedade, em especial as populações de Brumadinho e dos municípios da calha do rio Paraopeba".

A sessão desta terça será realizada no auditório do Tribunal Pleno, localizado na Sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, e será conduzida pelo presidente do TJMG, desembargador Gilson Soares Lemes.

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