Empresa responsável pela barragem da Mina Córrego do Feijão, que se rompeu no dia 25 de janeiro e deixou ao menos 214 pessoas mortas e 91 desaparecidas em Brumadinho, na Grande BH, a Vale já destinou R$ 43 milhões aos cofres públicos e deverá desembolsar, ainda, cerca de R$ 60 milhões em serviços aos atingidos. Os dados foram apresentados pelo advogado geral do Estado, Sérgio Pessoa, em coletiva de imprensa na Cidade Administrativa, nesta segunda-feira (25), data que marca os dois meses da tragédia.

Segundo Pessoa, os recursos que já foram pagos pela mineradora em dois momentos. No primeiro, em 6 de fevereiro, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) autorizou que a Vale retirasse R$ 13,4 milhões dos R$ 1 bilhão bloqueados judicialmente para ressarcir os gastos do governo de Minas em Brumadinho. Mais recentemente, a empresa depositou cerca de R$ 30 milhões ao tesouro estadual.

"Os R$ 60 milhões que deverão ser pagos estão programados, não necessariamente, com pagamentos a serem efetivados em espécie, mas mediante fornecimento de equipamentos e serviços que serão apresentados ao Estado para que, em seguida, sejam executados", pontuou Sérgio Pessoa, à frente da Advocacia Geral do Estado (AGE). 

Ele ainda esclareceu que o desafio, agora, é na elaboração de reparação integral dos danos socioeconômicos e ambientais. "A construção desses planos estará a cargo da empresa, mas serão submetidos ao governo e às instituições que compõe o processo, como os ministérios públicos e as defensorias públicas", disse. 

A Vale foi procurada para comentar os depósitos e explicar quais projetos poderão ser feitos pela mineradora, mas ainda não respondeu.