A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) encerrou o inquérito que investiga o assassinato de Hamilton Dias de Moura, vereador de Funilândia. Dez pessoas foram indiciadas, dentre elas o vereador de Belo Horizonte Ronaldo Batista. Sete suspeitos estão presos, dois respondem em liberdade e um está foragido. O procedimento investigatório reúne quase duas mil páginas e foi encaminhado à Justiça nessa sexta-feira (23). Ronaldo Batista foi indiciado por ser mandante do crime. 

As apurações apontam que três suspeitos pertencem ao núcleo de mando: o sindicalista Gérson Geraldo Cezário, que está foragido; o irmão dele, que é ex-policial penal; e o vereador de Belo Horizonte. Os dois últimos foram presos. Sete integram o núcleo de execução. Os investigados foram indiciados por homicídio qualificado e organização criminosa.

Hamilton de Moura foi executado à luz do dia, em uma área movimentada da região Oeste de Belo Horizonte. O crime teria sido meticulosamente arquitetado pelo vereador Ronaldo Batista e outros dois líderes sindicais do setor de transporte.

Rivalidade 

Hamilton era presidente do Sindicato dos Motoristas e Empregados em Empresas de Transportes de Cargas, Logística em Transporte e Diferenciados de Belo Horizonte e Região (Simeclodif). De acordo com o delegado Domênico Rocha, havia uma rivalidade com a vítima com relação ao sindicato dos transportadores da região metropolitana. Hamilton entregou documentos para o Ministério Público do Trabalho que provariam má gestão dos recursos sindicais, o que levou ao bloqueio de bens de Ronaldo Batista. O vereador da capital teria, assim, decido se vingar do rival. 

A polícia solicita que, quem tiver informações sobre o paradeiro do suspeito foragido, entre em contato no Disque Denúncia 181; o sigilo é garantido.