Vereadores de Belo Horizonte decidiram, nesta sexta-feira (15), pela extinção da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria caso de nepotismo na prefeitura da cidade. O processo foi aberto no fim do mês passado e teve apenas duas reuniões: a primeira, encerrada por falta de quórum, e a desta sexta, que determinou o fim da comissão.

Os membros da CPI chegaram a ser definidos, mas presidente, vice-presidente e relator ainda seriam votados em sessão. O pedido para extinção foi feito por Ciro Pereira (PTB), que era um dos integrantes do grupo. Segundo ele, "novos fatos" motivaram o fim da atual CPI e a abertura de uma outra, que deve apurar novas supostas irregularidades no Executivo municipal. 

Cinco parlamentares votaram a favor do fim da comissão: Ciro Pereira (PTB), Nikolas Ferreira (PRTB), Flávia Borja (Avante), Wilsinho da Tabu (PP) e Marcos Crispim (PSC). Por outro lado, Bruno Miranda (PDT) e Helinho da Farmácia (PSD) foram contrários.

A CPI do Nepotismo foi instalada após denúncias envolvendo o departamento de comunicação da PBH. A suspeita dos parlamentares é que o diretor-geral de imprensa, Vitor Colares, teria influenciado no aumento de salário da esposa, que é gerente de Comunicação Digital da prefeitura. 

À época, Colares chegou a emitir uma nota. "O relacionamento com a minha atual esposa começou em 2020, quando nós dois já trabalhavamos na prefeitura em diretorias diferentes e a mudança de cargo se trata de uma progressão natural na carreira de um servidor público", afirmou. Ele ainda considerou a CPI uma "perseguição política e uma decisão machista por não levar em conta que uma mulher poderia ter um aumento de salário por mérito próprio, sem que a influência do marido fosse determinante".

Com o fim da atual CPI do Nepotismo, parlamentares já protocolaram um novo pedido para instalação de comissão. Além do caso envolvendo o diretor-geral de imprensa, os vereadores querem também investigar possíveis indicações para "cargos fantasma" na prefeitura de BH.

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