A partir deste domingo (16), o Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, passa a receber visitas guiadas. O objetivo é que os visitantes conheçam a riqueza arquitetônica e cultural do cemitério mais antigo da capital mineira. A atividade é oferecida pela Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica em parceria com a Universidade do estado de Minas Gerais (UEMG) e com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA). 

O público-alvo das visitas são historiadores, profissionais das áreas de Arquitetura, Turismo, Artes Visuais e Design, além de estudantes e pesquisadores de diversas áreas de conhecimento, mas a atividade é aberta a qualquer pessoa que tenha curiosidade em conhecer a história do cemitério. 

Os interessados podem se inscrever, gratuitamente, pelo e-mail agenda.visitasbonfim@pbh.gov.br ou pelo telefone 3277-7286. As vagas para a atividade, que acontece um domingo por mês, sempre às 9h, são limitadas. Veja o calendário de visitas:

Calendário

O Cemitério do Bonfim

Inaugurado em 8 de fevereiro de 1897, o Cemitério do Bonfim, como é conhecido, é o mais antigo da cidade. O local é fonte de pesquisa de vários profissionais devido a seu acervo histórico, caracterizado por esculturas decorativas de túmulos e mausoléus. Muitas são de autoria de escultores italianos que vieram para o Brasil em fins do século XIX. Em todo o Cemitério, podem ser observadas obras de arte de estilos diversos, desde a Belle Èpoque e Art Déco, até o modernismo brasileiro.

O Cemitério do Bonfim é um importante patrimônio cultural da cidade, abrigando túmulos de personagens históricos como Padre Eustáquio, o ex-presidente da República Olegário Maciel, ex-ministro da Marinha Raul Soares, Julia Kubitschek (mãe de Juscelino Kubitschek), jornalista e escritor Roberto Drumond, entre outros.

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