Mais de 106 mil crianças poderão frequentar as escolas e creches de Belo Horizonte a partir de segunda-feira. O número diz respeito aos alunos de até 5 anos matriculados nas redes pública e particular. Ontem, a prefeitura da capital autorizou o retorno do ensino infantil, suspenso desde março do ano passado. 

Para as demais séries, não há previsão. A volta é facultativa. O aprendizado remoto será mantido. A decisão veio junto com o anúncio de flexibilização das atividades econômicas na cidade, previsto para quinta-feira.

Conforme o protocolo estabelecido pelo Executivo em fevereiro, pela Secretaria Municipal de Saúde, o tempo máximo de permanência nas instituições deve ser de 4h30, com máximo de 50% da capacidade das salas. 

O distanciamento deverá ser no mínimo 1,5m entre as carteiras, enquanto a área para o professor será delimitada em 2 metros a partir do quadro e mais 2 até a primeira mesa. 

“Cada rede vai dar suas orientações específicas, sempre inspiradas e fundamentadas no protocolo da cidade. É importante que todos os profissionais da educação estejam atentos a essas orientações”, afirmou a secretária de Educação Ângela Dalben. 

De acordo com ela, os estudantes vão se revezar nas escolas e serão divididos em pequenos grupos, chamados de “células” ou “bolhas”, com objetivo de manter o isolamento entre as turmas, evitando a disseminação da Covid-19. 

Se houver um caso da doença ou suspeita entre alunos, docentes ou familiares, a “célula” ficará suspensa. Todos serão observados para verificar se ocorreu infecção pelo coronavírus. 

A secretária alerta que a população também precisa manter os cuidados. “É o que vai permitir que nossas crianças possam frequentar as escolas. A ideia é de que, a partir desse primeiro momento, nós tenhamos três semanas, ou o próprio movimento da cidade, para observar e ver como isso poderá ser expandido”, disse.

Outras idades
De acordo com a prefeitura, o avanço para a segunda fase, que contempla os estudantes de 6 a 8 anos, e a terceira, com crianças e adolescentes de 9 a 14, bem como o Ensino Médio e as universidades, dependerá dos impactos da primeira etapa de flexibilização e do cenário da pandemia na cidade.

“Sabemos que as crianças maiores, os adolescentes e os universitários têm um risco maior de se aglomerar e, portanto, de adoecerem. Então, isso vai acontecer quando a circulação do vírus na cidade, a incidência por 100 mil habitantes, estiver em um nível mais aceitável do que está hoje”, afirmou o secretário de Saúde, Jackson Machado Pinto.

Investimento
Diante da possibilidade de retomada das aulas presenciais, a Prefeitura de BH se adiantou ao anúncio e investiu R$ 5,9 milhões na compra de uniformes escolares, entre camisas, bermudas, shorts-saia e jaquetas escolares.

Outros investimentos, para a compra de álcool em gel e pequenas adaptações nas escolas, já foram feitos desde o ano passado pela PBH.