A decisão pela volta do serviço de self-service, em restaurantes de Belo Horizonte, foi tomada seguindo sugestões do próprio setor. A informação foi repassada pelo secretário municipal de Saúde, Jackson Machado.

A medida foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) de quinta-feira (17). BH já registrou, até o momento, 1.773 óbitos ocasionados pela doença, segundo o último boletim epidemiológico.

“A mudança foi tomada a partir de uma constatação de que a utilização de luvas estava servindo como forma de contágio. Então, é muito mais razoável que fique um funcionário borrifando álcool em gel na mão de quem vai servir, do que disponibilizar luva”, disse o secretário, na manhã desta sexta-feira (18), na prefeitura da capital.

Conforme a decisão, os estabelecimentos precisam seguir normas do novo protocolo para o oferecimento do serviço. Desde a reabertura de bares e restaurantes, em agosto, havia um impedimento para que cada pessoa montasse o próprio prato.

“A disponibilização de um funcionário para servir todas as pessoas, estava penalizando o setor. Então achamos que essa solução, que foi sugerida por eles, é absolutamente sanitária, dentro dos padrões sanitários, e atende o que nós desejamos para a cidade”, concluiu o representante da pasta.

Confira todas as regras:

- Um funcionário, utilizando máscara e protetor facial, fique encarregado exclusivamente de borrifar álcool 70% nas mãos dos clientes antes do acesso ao balcão expositor e sempre que necessário;

- Bandejas, pratos, talheres, guardanapos e copos estejam protegidos e sejam entregues aos clientes por funcionários;

- A higienização das mãos dos funcionários seja assegurada;

- Os clientes devem permanecer de máscara durante todo o percurso e não poderão manusear outros objetos que não os utensílios utilizados para o serviço.

- Os clientes devem ser monitorados e orientados por funcionário do estabelecimento no percurso, assegurando o cumprimento dos protocolos e promovendo a troca imediata de talheres caso necessário e, obrigatoriamente, nas situações em que algum cliente atenda celular, coloque as mãos na máscara, nos cabelos, espirre ou tussa.

Embora permita o retorno do self-service, o novo protocolo afirma que, preferencialmente, o restaurante deve ter um funcionário responsável pela montagem dos pratos, “visando diminuir a manipulação de pegadores e outros utensílios por diversas pessoas”.

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