Um grupo de familiares de vítimas da tragédia em Brumadinho, na Grande BH, esteve na tarde desta segunda-feira (28) na entrada do Centro de Comando, montado na Faculdade ASA, para solicitar ao Corpo de Bombeiros que permita a entrada de voluntários nas matas para procurar por sobreviventes.

De acordo com um um familiares, o empresário Marcos Fernandes, haveria cerca de 80 brigadistas e bombeiros voluntários em Brumadinho. Alguns desses bombeiros teriam vindo de Santa Catarina, mas não há confirmação oficial da corporação sobre esse apoio. “Os bombeiros de Minas estão na zona quente, queremos que os voluntários atuem no entorno. Pode haver pessoas desnorteadas, se perdendo na mata”, afirma o empresário.

Para Marconi Machado, a tragédia foi imensa e, por isso, a ajuda também tem que ser muito grande. “Pessoas qualificadas merecem ajudar”. 

O conselheiro tutelar Mateus Rios espera que voluntários possam procurar pelo seu genro. “ Se a pessoa fez um curso pra isso, se viajou até aqui, tem que ajudar. Quem pode dizer que um é melhor do que outro para o resgate?”.

Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Tenente Pedro Aihara, nem a corporação de Minas, nem a Defesa Civil do Estado solicitou em nenhum momento o apoio de voluntários. “É evidente que a gente reconhece a boa vontade desses profissionais, mas como já foi destacado a atuação do Corpo de Bombeiros Militar neste tipo de local é uma atuação extremamente técnica, então a gente tem que coordenar da melhor forma possível para que não maximize a tragédia".

Os bombeiros voluntários estão sendo impedidos de trabalhar em Brumadinho, de acordo com a corporação. O que acontece é que todas as formas de apoio precisam ser devidamente controladas. Na área quente nem mesmo os bombeiros militares têm acesso livre para fazer buscas. O trabalho de busca está sendo feito apenas com equipe especializada, tanto de bombeiros militares de Minas Gerais, de cães farejadores, como também de outras forças.

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