A votação do Projeto de Lei 142/2017, que prevê a criação de um programa que reduz o número de veículos de tração animal e humana, foi retirada da pauta prevista para ocorrer na reunião ordinária desta terça-feira (11), na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). A medida foi anunciada pelo presidente da Casa, vereador Henrique Braga (PSDB), provocando revolta nos carroceiros que acompanhavam a sessão.

De acordo com o presidente da Associação dos Carroceiros e Carroceiras de Minas Gerais, José de Souza Nunes, a retirada do PL da pauta foi um "truque", já que, segundo ele, não passaria pelos vereadores da CMBH. "Queríamos a votação hoje. Jogaram essa pauta para depois, quando não tiver movimentação. É um desaforo, um desrespeito", disse o presidente da associação. Ele ainda ponderou que muitos carroceiros perderam um dia de trabalho para comparecer à votação.

O vice-presidente do grupo, Sebastião Lopes de Lima, assegurou que o projeto, se aprovado, seria danoso e culminaria no desemprego de pelo menos 7 mil carroceiros na Grande BH. No entanto, ele lamenta que a pauta tenha sido adiada. "Nós vamos seguir nossa luta e nós queremos ter nossa liberdade de trabalho como cuidadores dos nossos animais", explica.

Vereador se posiciona 

Após protestos, o vereador Osvaldo Lopes (PHS) foi à tribuna se posicionar sobre a saída da votação na pauta do dia. "Não sou contra os carroceiros, sou a favor dos animais", disse o vereador. Ele ainda apresentou vídeos de reportagens que apresentavam situações de maus tratos a animais que puxavam charretes. 

Candidato à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o parlamentar disse que, como deputado estadual, seu "compromisso é acabar com veículos de tração animal em todo o Estado".