A sensação de insegurança na Savassi, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, motivou a criação da “Rede de Comerciantes Protegidos”, nesta quarta-feira (22). A ideia é usar a tecnologia do aplicativo de celular WthatsApp para trocar informações sobre segurança entre os comerciantes da região e a Polícia Militar (PM).
 
A implantação da ferramenta foi feita após uma reunião realizada com a Polícia Militar de Minas Gerais, Guarda Municipal, Prefeitura de Belo Horizonte e Ministério Público, na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), nessa terça-feira (21).
 
Segundo a CDL, na “Rede de Comerciantes Protegidos”, cada lojista deverá assumir a responsabilidade de observar o movimento na sua loja e de mais um vizinho. Caso seja identificada alguma atitude suspeita, a PM será imediatamente acionada.
 
O sócio do Rei do Pedaço Pizzas, Bruno Maltez, afirma que, nos últimos tempos, houve uma queda no número de clientes e credita, em parte, à falta de segurança no bairro. “Não sabemos se são marginais ou moradores de rua, mas o que vemos é muitas pessoas fazendo o uso drogas por aqui. Isso causa incomodo e medo nos clientes, que estão se afastando do comércio da Savassi”, disse. 
 
O logista espera que, com a criação do grupo, a identificação de suspeitos de crimes seja agilizada. “Esse é apenas o primeiro passo, mas vejo com bons olhos porque a troca de informações acontecerá de forma muito mais rápida. Poderemos até mesmo enviar uma foto para a PM de alguma situação em que o comerciante esteja sendo coagido e acioná-la imediatamente por meio do WhatsApp. Além disso, seremos melhor orientados pela polícia, pois os militares terão o papel de informar os comerciantes sobre os mais recentes golpes que estão sendo aplicados, por exemplo”, destacou Maltez.