A falta de sedativos para tratar pacientes com a Covid-19 preocupa o governo de Minas, diante do avanço da pandemia. Durante entrevista na manhã desta quinta-feira (8), na Cidade Administrativa, o governador, Romeu Zema (Novo), revelou que hospitais estão com estoques muito baixos. Em alguns casos, o medicamento pode durar só mais um dia.

“Nos preocupa muito, essa sim é uma grande preocupação. As unidades hospitalares do Estado sempre trabalharam com estoque de 60 dias ou mais. Hoje, muitas delas têm estoque para um dia, dois dias ou para três dias. Isso é muito preocupante. Estamos correndo o risco de pacientes intubados acordarem por falta sedativo e nós sabemos que isso não pode ocorrer de forma alguma”, disse.

Ainda de acordo com o chefe do Executivo estadual, a falta está relacionada ao abastecimento tardio por parte do governo federal, que agora é responsável pela distribuição do insumo.

“Essa deficiência aconteceu devido a uma mudança que ocorreu no Ministério da Saúde, que fez uma requisição administrativa desses insumos junto à indústria. Até poucas semanas atrás, cada hospital fazia seu pedido diretamente na indústria. Com essa requisição, o ministério passou a ter acesso a toda essa produção e não tem conseguido distribuir para a velocidade adequada. Temos ainda que salientar que a indústria conseguiu triplicar a produção, mas o consumo aumentou em quase dez vezes”, afirmou.

Zema também explicou que o governo tem tentado a compra do medicamento por outros meios, mas que o “insumo está em falta”. “Hoje, a situação é crítica e amanhã podemos ter notícias desagradáveis com relação a isso caso o fornecimento não seja normalizado”, finalizou.

Leia mais:
Anvisa atualiza bula da vacina de Oxford
Mais uma criança morre vítima da síndrome inflamatória infantil associada à Covid em Minas
13 variantes do coronavírus circulam em Minas, mostra levantamento da Funed