O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou, na manhã desta terça-feira (24), que teme uma possível chegada da segunda onda de casos de Covid-19 no Estado. O gestor também falou sobre a preparação estadual para a distribuição da vacina contra a enfermidade causada pelo novo coronavírus.

"No Brasil todo houve um aumento de casos. Eu temo a segunda onda, apesar de que em Minas os números estão bem melhores do que os do Brasil. O repique aqui foi menor, mas nós estamos acompanhando e muito atentos com relação a essa questão", declarou, em entrevista à rádio Itatiaia.

Zema lembrou que, conforme os dados no sistema nacional de acompanhamento de casos do Ministério da Saúde, Minas é o estado brasileiro com a menor taxa de mortalidade pela doença - 46 óbitos para cada 100 mil habitantes. 

"Se o Brasil tivesse a mesma taxa de Minas, 70 mil vidas teriam sido poupadas. E faremos o mesmo com a vacina: queremos ter o processo de imunização mais eficiente do Brasil", disse.

Vacinação

Sobre essa temática, aliás, Romeu Zema afirmou que o Estado "está aguardando a vacina chegar" para iniciar a distribuição e vacinação da população.

"Já estruturamos toda a infraestrutura da saúde, hospitais, Secretaria de Saúde, para que o transporte, armazenagem da vacina, que precisa ser a baixa temperatura, seja executado tão logo ela chegue", disse.

Para o gestor, a expectativa é que o item, caso fique pronto, seja distribuído em janeiro, com início da vacinação em fevereiro ou março de 2021.

O imunizante que será aplicado ainda é desconhecido. Ele será definido, conforme informou o Ministério da Saúde, "tão logo uma vacina segura seja disponibilizada [no mercado]", e distribuído pela pasta aos estados.

Quem será vacinado primeiro?

Zema destacou que o cronograma de vacinação, que definirá quem será vacinado primeiro, também será de responsabilidade do governo federal e valerá para todos os estados brasileiros.

"Serão priorizados os profissionais de saúde, já que eles estão expostos ao maior risco e também aquelas pessoas cuja faixa etária ou doenças as deixam mais expostas, os idosos, aqueles que têm alguma doença, a baixa imunidade", disse.

"Ninguém precisa se sentir que vai ser privilegiado ou prejudicado. Tudo isso vai ser previamente definido e nós vamos cumprir aquilo que for determinado pelo Ministério da Saúde", finalizou.