Três importantes espaços do Jardim Zoológico da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte (FZB-BH) serão reformados. A revitalização será feita na Praça de Mamíferos Brasileiros (antiga Praça Nacional), Praça das Aves e o Borboletário. A ordem de serviço para o início das obras foi assinada nesta sexta-feira (30),  pelo prefeito Marcio Lacerda. 
 
Segundo FZB-BH, os locais abrigam grande parte do acervo do Jardim Zoológico. O total investido será de cerca de R$ 1,17 milhão e as obras, que têm autorização do Ibama e licenciamento da Secretaria do Meio Ambiente por meio do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam), têm entrega prevista para setembro deste ano.
 
De acordo com o prefeito Marcio Lacerda, as reformas fazem parte de uma série de obras de revitalização previstas para a Fundação Zoo-Botânica. “Vamos preparar uma licitação para terceirizar o funcionamento e manutenção da lanchonete. Também será lançado um edital de reabertura do restaurante”, destacou.
 
O Jardim Zoológico de Belo Horizonte é avaliado pelo Ibama como categoria A. Os zoológicos desta classificação cumprem rigorosas exigências de estrutura e qualificação, como por exemplo, manter a proporção de, no mínimo, 40% para a fauna brasileira no conjunto das espécies em exibição. 
 
Praça de Mamíferos Brasileiros
 
A Praça de Mamíferos Brasileiros tem 18 recintos, distribuídos em uma área de quase 9 mil metros quadrados. A reforma será feita em duas etapas. Na primeira, será implantado um recinto misto, com mais de 2,6 mil metros quadrados, em que coabitarão animais de diferentes espécies do Cerrado, como tamanduás, caititus, veados, antas, cutias, pacas e capivaras. Isso possibilitará uma exibição mais interessante e instrutiva das espécies típicas do bioma, proporcionando ao público uma melhor observação dos comportamentos específicos de cada uma.
 
A reforma inclui a instalação de quiosques, a construção de piscinas e a execução de um novo projeto paisagístico, que irão proporcionar mais locais de sombra, abrigo e bem estar para os animais. Além disso, nesse recinto, o público poderá observar os animais sem a interferência de telas de alambrado, já que o projeto prevê a construção de taludes como barreira de segurança entre o público e os animais. Os demais recintos receberão diversas melhorias, como substituição de telas, revitalização de paredes, muros e piscinas.
 
Praça das Aves
 
A estrutura da Praça das Aves, inaugurada em 1978, compreende 52 recintos, que abrigam cerca de 70 espécies nacionais e exóticas, muitas delas ameaçadas de extinção. Ali, as obras também serão feitas em duas etapas. Na primeira, serão reformados os 42 recintos da área central, os lagos existentes serão substituídos por novos, banheiros e vestiários masculino e feminino serão construídos, os ninhos de madeira serão retirados, o sistema de ventilação será melhorado e as redes de água e esgoto passarão por readequações. A primeira fase incluirá, ainda, a ampliação de alguns recintos, a substituição de telas, o rebaixamento e a reconstrução de piso, a revitalização de paredes internas e externas, e pintura de todos os recintos. 
 
Borboletário
 
Inaugurado em 1996, o borboletário foi o primeiro aberto ao público no Brasil. Inicialmente, ele contava apenas com o viveiro e o laboratório. Posteriormente, foram construídos um auditório com capacidade para 20 pessoas e um horto, localizado fora da área de visitação, onde são cultivadas as plantas que alimentam as lagartas. 
 
No primeiro semestre de 2014, o borboletário teve reformado o laboratório de criação e reprodução dos lepidópteros (borboletas e mariposas). Foram substituídos o piso e o revestimento das paredes, construídos dois vestiários, e a área de limpeza e de esterilização de material recebeu melhorias. A rampa do auditório foi adaptada às novas normas de acessibilidade e um toldo foi instalado, para aumentar o conforto dos visitantes. 
 
Na segunda etapa das obras, que agora serão realizadas, o viveiro de exposição das borboletas será ampliado, passando dos atuais 100 metros quadrados para 250 metros quadrados. O paisagismo e o circuito de visitação serão reformulados. As intervenções permitirão a diversificação das espécies e o aumento da capacidade para a recepção de visitantes, que será triplicada.
 
(* Com PBH)