É só o calor voltar que outra delícia volta a ganhar destaque nas prateleiras: o sorvete. Mas, em cenário de crise, investimentos em inovação e criatividade podem ser fundamentais. Neste aspecto, o varejo contribuiu para o desempenho positivo, com aposta nos sorvetes de casquinha, chamados soft ice.

“Este tipo de sorvete teve a produção incrementada em 3% nos 12 meses de 2015 devido ao surgimento de novas lojas e aos preços acessíveis, conseguindo manter as vendas aquecidas”, diz Eduardo Weisberg, presidente da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvete (Abis). Em 2015, foram produzidos 129 milhões de litros de soft, 224 de picolés e 794 de massa

Outro fator importante para conquistar o consumidor é atuar em prol da mudança cultural, informando que, além de ser uma opção saborosa, é também nutritiva. O Brasil conta com 8.000 empresas ligadas à produção e comercialização de sorvete. No cenário mundial, o país responde por 3,1% do consumo mundial.

Segundo estudo da Abis, os brasileiros consumiram 1,1 bilhão de litros de sorvete em 2015, contra 1,3 bilhão em 2014. O índice per capita, que mede a quantidade ingerida por habitante, passou de 6,41 litros para 5,59 litros ao ano.