Ministério Público

Integrantes de organização de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro são condenados em BH

Da Redação
portal@hojeemdia.com.br
02/02/2022 às 20:02.
Atualizado em 02/02/2022 às 20:05
Operação de combate ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Minas resultou na condenação de 9 pessoas (PCMG / Divulgação)

Operação de combate ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Minas resultou na condenação de 9 pessoas (PCMG / Divulgação)

Nove pessoas foram condenadas nesta quarta-feira, por envolvimento com organizações criminosas de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no bairro Marajó, na região Oeste, de Belo Horizonte. As penas variam de três a 22 anos de prisão. 

Conforme o Ministério Público de Minas (MPMG), o processo contra dois chefes e outros 11 integrantes do grupo foi apresentado à Justiça no dia 21 de fevereiro. Eles foram presos durante a Operação Babilônia, que cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em BH, Contagem, Teófilo Otoni e Itaobim, no Vale do Jequitinhonha. 

Na época, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, sendo 14 na capital mineira, um em Contagem, na Grande BH, sete em Itaobim e outro em Itinga, ambos no Vale do Jequitinhonha.

Outros 13 mandados de prisão foram cumpridos, sendo dez em Belo Horizonte e outras três em Itinga e Itaobim. Também são cumpridos 87 mandados de busca e apreensão de veículos em diversos Estados do Brasil.

A operação foi coordenada pelo Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc). Segundo a polícia, a organização era voltada para a prática do tráfico, atuando na compra, abastecimento e distribuição de drogas, usando ao menos sete empresas de fachada para financiamento do esquema, sendo quatro em Minas e outras três em cidades que fazem fronteira com o Paraguai e a Bolívia, além de ocultação e lavagem de bens e dinheiro.

Um montante de R$ 8,7 milhões em patrimônio e ativos nas contas de várias pessoas, entre líderes, parentes, laranjas, além das empresas da quadrilha, foi bloqueado.

Além do contrabando do exterior para BH, o grupo, segundo as investigações, estaria ligado a homicídios. . 

Na decisão, a Justiça considerou que são “indivíduos inseridos na criminalidade e responsáveis pela atuação de uma relevante organização criminosa, que auferia grandes valores no tráfico de drogas e buscava ocultar ou dissimular a origem deles, utilizando-se de estrutura e esquema fornecido por agentes da própria organização”. 

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