Os três homens acusados de matar o empresário Higor Humberto Fonseca de Sousa, de 26 anos, e a estudante Rafaela D’Eluz Giordani, de 21, em janeiro deste ano, em Araxá, no Alto Paranaíba, com requintes de crueldade, foram condenados em primeira instância. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a sentença foi assinada pelo juiz Renato Zouain Zupo, da Vara Criminal da cidade, na última quarta-feira (5). 

Conforme a decisão, Yuri Santiago Borges, de 22 anos, foi condenado a 53 anos de reclusão pelos dois latrocínios e corrupção de menores. Igor Rafael de Paulo Silva, de 18, acabou condenado a 44 anos e seis meses também pelos latrocínios e pela corrupção de menores. E Vinícius Henrique Machado da Mata, de 20 anos, respondeu somente pelos roubos seguidos de morte e recebeu condenação de 44 anos de prisão. Somadas, as penas dos três chegam a 141 anos e seis meses de reclusão. 

O crime foi no dia 23 de janeiro de 2016. Os corpos do casal foram encontrados dentro de casa, em Araxá, sem vida e com marcas de tortura. Higor foi atingido por mais de 100 facadas e Rafaela com 12 golpes. O corpo do empresário estava coberto com fubá e o da mulher estava coberto com açúcar. Dias depois, os suspeitos do crime foram detidos, três eram ex-funcionários de Higor. Na época, em depoimento à polícia, o grupo alegou que foi até a casa para roubar as vítimas, porém, o empresário teria reagido ao assalto. 

As vítimas eram filho e nora de Geraldo Humberto de Sousa, vice-presidente do Mamoré, time de Patos de Minas. Como a decisão é de primeira instância, o trio pode recorrer da decisão. Entretanto, o juiz negou aos réus o direito desse recurso em liberdade.
 

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