O prefeito Alexandre Kalil (PHS) não pretende acatar novos pedidos de obras do Orçamento Participativo. Segundo ele, é preciso zerar as intervenções já previstas antes de iniciar novos projetos. 

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (27), quando o chefe do Executivo municipal apresentou as contas de 2018 aos vereadores de Belo Horizonte. O encontro, na Câmara Municipal, é uma exigência da Lei Orgânica do Município. 

“As obras foram estancadas para que não hajam mais pedidos. O passivo que pegamos foi de 492, das quais 190 já foram concluídas. Vamos entregar, até o final do mandato, quase 80% dessas obras e enquanto não zerarmos o déficit, não vamos propor outras”, disse ele na solenidade. 

Contas

Em relação às contas da prefeitura, Kalil informou que fechou o ano passado no azul, embora a arrecadação total, de R$ 10,6 bilhões, tenha sido inferior ao previsto na Lei Orçamentária, que estimava uma receita de R$ 12,5 bilhões.

“Conseguimos honrar todos os compromissos e podemos garantir o pagamento do funcionalismo público até o final do mandato”, disse.

Mesmo assim, o prefeito disse que a população de Belo Horizonte foi prejudicada pela falta dos repasses estaduais. Em 2018, a cidade deixou de receber R$ 430 milhões de Fernando Pimentel (PT). Já neste ano, a dívida está em aproximadamente R$ 140 milhões.