Em setembro de 2009, a advogada Ana Letícia Mattos era diagnosticada com câncer na tireoide. No mesmo dia, foi pedida em casamento. “Tínhamos nove meses de namoro. Ele me disse: ‘eu já estava pensando nisso, mas resolvi adiantar, porque o que vier pela frente, quero passar com você’”, conta sobre o pedido do também advogado, Luciano Garcia. Exatamente um ano depois, ela recebia a notícia da cura da doença e subia ao altar.

O tratamento contra a doença e os preparativos para o casório foram feitos ao mesmo tempo. Foi aí que começou a escrever um blog sobre o momento que estava passando, dentro de um site criado para que amigos e parentes acompanhassem a trajetória dos noivos. “Eu compartilhava minhas experiências, dicas de fornecedores, as angústias”, lembra. Mas o interesse pelo blog foi além das pessoas próximas, perto do casamento a página já tinha mais de 1.500 acessos.

Após a cerimônia, os internautas queriam saber da lua-de-mel, do modo de se vestir dela, sempre bem cuidado. Então, Ana Letícia resolveu encarar aquilo como algo mais sério e criou o blog “Anita bem criada”, que completou 5 anos em novembro. Hoje, a página tem entre 60 e 80 mil acesso por mês. No Instagram, são 35 mil seguidores. O nome Anita ela escolheu por achar mais sonoro que Ana, e a expressão “bem criada” foi o marido. “Um dia brinquei com ele: ‘sei que sou fresca’. E ele respondeu prontamente: ‘fresca não, bem criada!’”

Dinâmica

E Ana ou Anita, além de bem criada, é muito dinâmica, agitada e criativa. Hoje, concilia a carreira de advogada na Defensoria Pública da União, e de blogueira. E ela transita muito bem pelos dois universos tão diferentes.

Tem mestrado e duas pós-graduações na área jurídica. Em moda, fez curso de consultoria de imagem e estilo, visagismo e personal styling. Seu look é sempre impecável. “Tenho um estilo mais clássico, mas escrever o blog me abriu um mundo de possibilidades”, diz ela, que mantém a essência, mas adiciona um toque de cor ou estampas nas composições.

No seu armário não podem faltar blazers, calça preta de alfaiataria, calça cigarrete, mas de tecido, “para não marcar”; além de camisa branca e sapato scarpin. Aliás, para ela, “sapato é vida”! Tem vários e não dispensa um salto alto.

A moça é ainda bailarina. A dança está na sua vida desde a infância, talvez dela tenha adquirido a elegância. Também foi nos camarins, se produzindo para as apresentações, que aprendeu a se maquiar e a se pentear. E assim, com jeito seguro e visual elaborado, Ana tem sempre uma solução de look para qualquer ocasião e nunca passa desapercebida pelos olhares mais atentos.