A arquiteta Erika Steckelbertg, de 39 anos, é dona de um estilo singular, capaz de transferir a sua personalidade alto-astral para os looks despojados do dia a dia. “O meu estilo é mais alegre. Tento me vestir de maneira jovial e confortável. O cliente não quer contratar uma profissional desleixada, porque associa a imagem do mesmo à da casa. Se a arquiteta está mal vestida, a casa também não está apresentável”. Erika, que integra o CLS Escritório de Arquitetura ao lado das sócias e também amigas Graziela Costa, Kívia Costa e Zuleica Lombardi, esbanja otimismo invejável em casa, no ambiente de trabalho e em ocasiões diversas.

“As pessoas que contratam o serviço de um arquiteto estão sempre felizes, de alto astral. Os clientes estão construindo, reformando ou casando. É diferente, por exemplo, da profissão do meu marido (Angelo Pimenta Macedo, médico e diretor clínico do hospital Felício Rocha) que fala que a alegria na medicina vem depois com a cura. A arquitetura é alegre desde a hora que o cliente chega com entusiasmo, com uma vontade de fazer uma coisa bacana e isso é sempre muito bom”, justifica Erika emendando que escolheu a profissão pela liberdade de poder viajar, conhecer cidades, ir em locais diferentes.

Alegria de viver

O bom humor da moça não se altera nem mesmo diante da possibilidade de visitar locais em construção, com direito a respirar muita poeira e pisar em lama. “Escolhi a arquitetura pelo fato de não ter que ficar sempre em um mesmo lugar, presa dentro de um escritório. Estou sempre em locais diferentes. É só tirar o saltinho e colocar meu tênis botinha Timberland. Está tudo bem”, acrescenta, soltando uma deliciosa gargalhada.
O autoconhecimento e o interesse por moda foram essenciais para Erika lapidar um estilo, que segundo ela, mistura na medida certa conforto e romance. “Sou aficionada por vestido de cintura marcada e modelagem evasê , sandália dourada, muitas pulseiras e brinco de argola”. Os tecidos mais estruturados, a exemplo do jeans, são os preferidos da arquiteta porque a deixam mais à vontade. Ao contrário, da saia-lápis, que para Erika, marca o quadril e não a deixa elegante. “Prefiro estar com a cara feliz e à vontade. Não adianta estar linda e maravilhosa com uma roupa toda grudada no corpo, limitando o jeito de andar e movimentar”.

Com a palavra, o design

Para Erika, o design de uma roupa ou de um móvel é o que importa. “Quando uma pessoa compra uma bolsa Chanel ou um sapato Valentino nutre um carinho, uma emoção. São peças eternizadas pelo design. A mesma coisa acontece com a arquitetura de interior. Uma peça de design normalmente ganha destaque na decoração. Você não vai deixar de lado e dizer não gosto mais disso”, destaca a mãe de Angelo Enrico, de 11 anos, e Angélica, de 9. E por falar em filhos, Erika conta, com orgulho, que ela e o marido fazem questão de manter a tradição (da terra natal Teófilo Otoni) de almoçar juntos e passar mais tempo com a família.

“Quando meus filhos eram menores, eu trabalhava sozinha. Meu marido nem me via e eu estava sobrecarregada. Conheci a Kívia (Costa) que já trabalhava com Zuleica (Lombardi) e queria abrir escritório de arquitetura em BH. Quem ligou para Kívia, na verdade, foi meu marido (risos). Ele queria encontrar alguém para trabalhar comigo. Deu muito certo. E logo depois entrou a Graziela. Estamos juntas desde 2011. A gente trabalha com projetos e o carro-chefe é a arquitetura de interiores”.